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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

EDUCAÇÃO SÉCULO XXI




Os 20 desafios da educação do século XXI
Autor: M. J. PÉREZ-BARCO / MADRID - http://www.abc.es/familia-educacion/20131211/abci-claves-educacion-201312101604.html

Você sabe que recursos necessitarão seu filho para se adaptar aos câmbios futuros?


A criatividade e a inteligência emocional são dois âmbitos que deve desenvolver a escola do futuro
Atualmente já não servem a escola nem os modelos de aprendizagem de cem anos atrás.
A sociedade 2.0, nosso presente, dará pé à futura sociedade 3.0 que demanda indivíduos criativos, empreendedores, críticos, competentes nas TIC, autônomos, com altos dotes sociais, que se adaptem facilmente aos ambientes laborais, capazes de trabalhar com qualquer pessoa, em qualquer local e momento. As crianças de hoje não sabemos que serão no futuro, porém deverão ter os recursos necessários para se adaptar ao que seja.
Alguns expertos intuem os caminhos por onde avançar.
Por exemplo, em criatividade, que gera oportunidades para que se desenvolva o talento, como defende Richard Gerver. E embora, a escola de hoje condena essa criatividade, na opinião deste experto em educação.
«Se nasce sendo criativo-afirma—, é parte de nossa inteligência natural e é o que diferencia aos seres humanos das demais espécies. O 80 % das aprendizagens se produzem antes dos cinco anos, despois desta idade às crianças se lhes começa a dirigir ordenando-lhes o que devem fazer, como fazê-lo e em que prazos. “Isto termina por obstruir as vias da criatividade que estes jovens possuem».

Dez e oito meses de trabalho
Há outros muitos âmbitos novos que explorar e desenvolver desde a escola. A educação emocional em idades precoces propõe Jannet Patti, outra educadora reconhecida internacionalmente. «Esta deve começar na educação infantil e transcorrer ao longo de toda a vida, permite ao indivíduo afrontar melhor os desafios da vida e têm como finalidade o desenvolvimento do bem-estar pessoal e social. Não devemos esquecer que as emoções têm um valor adaptativo porque nos protegem de perigos, são valiosos recursos de informação porque nos podem fazer ver o que sentem outros, e finalmente, as emoções não podem estar afastadas da cognição e as habilidades sociais».
Grande parte da comunidade educativa advoga por uma troca revolucionaria na forma de ensinar, e aprender... na escola para formar aos cidadãos do futuro. A Fundação Telefônica tem aberto um espaço para dar cabida a todas estas opiniões críticas e novos modelos de pensamento. Durante 18 meses, há perguntado a diversos expertos internacionais e a toda a comunidade educativa como deveria ser a educação do século XXI. Gurus e expertos como Richard Gerver, Alejandro Piscitelli, Judi Harris, Jannet Patti, David Alburu, Fernando Savater, Geroge Siemens... tem participado neste debate através de atividades na rede e eventos presenciais em nove países diferentes (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México, Peru e Venezuela).

Estes são os desafios que todos eles pranteiam para a educação do futuro:

1. Há que formar ao cidadão do século XXI: a sociedade do século XXI requer indivíduos criativos, empreendedores, críticos, competentes com o mundo digital, com altos dotes sociais e que se adaptem a ambientes laborais diversos.

2. A inclusão social como eixo: é transcendental o estabelecimento de políticas públicas regionais para o desenvolvimento sustentável no qual um dos alicerces seja a inclusão social.

3. Se requer liderança institucional: a cultura digital leva anos instaurada na sociedade. As instituições educativas não podem permanecer alheias, pelo que se torna fundamental uma liderança institucional baseada na construção dum sentimento de comunidade sólido, unido a um uso das TIC desde e para a pedagogia e o currículo do centro.

4. Extrair a inteligência coletiva: numa sociedade cada vez mais complexa sobreviver nela depende cada vez mais duma inteligência coletiva. O ser humano é social por natureza, pelo que têm de aproveitar as possibilidades abertas da sociedade digital.

5. Conteúdos + Pedagogia + Tecnologia: a interseção entre três fatores fundamentais são claves para a introdução das TIC nos processos educativos: sólidos conhecimentos dos conteúdos, domínio de competências pedagógicas e manejo de ferramentas tecnológicas e suas possíveis aplicações. A tecnologia não reinventa a pedagogia, só expande suas possibilidades.

6. As TIC implicam novos métodos de avaliação: aprender utilizando as TIC requer um planteio metodológico distinto ao da aquisição de meros conteúdos. Avaliar este tipo de aprendizagens não deve se centrar, por tanto, em determinar o sucesso em aquisição de conteúdos senão no domínio das competências do século XXI.

7. Há que romper o mito dos nativos digitais é dizer, a consideração de que todos os jovens são nativos digitais e dominam as TIC para usos de proveito no século XXI.

8. Fomento da criatividade: existe uma iminente necessidade de repensar os sistemas educativos para evitar afogar a criatividade dos aprendizes. É dizer, sepultar um sistema educativo baseado no controle e instaurar outro de empoderamento. O aluno nasce sendo criativo e o sistema educativo tem de gerar as condições para que possa seguir desenvolvendo essa criatividade.

9. Importância da educação emocional: a finalidade principal da Educação é que cada sujeito possa atingir um grau ótimo de bem-estar social e emocional, pelo que a educação emocional deve ocupar um lugar privilegiado nos sistemas educativos. Para isso os programas de formação docente devem dedicar uma maior atenção a tais competências.

10. Cooperação necessária entre família, escola e comunidade: a educação não é exclusiva das instituições educativas: é possível aprender em qualquer lugar da sociedade. Para isso deve existir nexo e cooperação entre família, escola e comunidade. A educação é uma questão de toda a sociedade.

11. Liderança sem burocracia: a liderança numa instituição educativa deve ter como finalidade principal a melhora educativa dos discentes, com uma liderança centrada na pedagogia e afastada da pura burocracia. Todos os agentes da comunidade educativa devem estar implicados na consecução das metas do centro.

12. Objetivo: desenvolvimento de competências. As trocas de sistema educativo devem se orientar à melhoria da competência dos estudantes. A sociedade digital requeira de competências que os sistemas educativos têm de desenvolver (autonomia, adaptação, tratamento da informação, etc.), reformando o currículo. Vai-se requerer de unidades didáticas mais simples baseadas em tais competências úteis para a inserção social, aprendendo de forma conectada em rede.

13. Foco nos interesses do aprendiz: a aprendizagem deve se produzir de forma natural, partindo dos interesses do aprendiz, tendo em conta o que já sabe, desde a prática e de cometer erros para ser reorientado pelo docente.

14. Um novo rol do professor e sua formação: desde a transmissão de conteúdos à orientação e apoio do aluno, gerando as condições para que seja este o que, de maneira ativa e experimental, constrói-a seu próprio conhecimento. Isto comporta que a formação docente se reconfigure, contemplando de forma mais sólida o uso pedagógico dos entornos digitais para a sociedade do século XXI.

15. Nova ecologia da aprendizagem: existe uma nova ecologia da aprendizagem que está reconfigurando a educação. Voltamos a entendê-la em seu sentido amplo, além de sua simples consideração como escolarização.

16. O desafio de considerar todos os âmbitos educativos possíveis: existe uma necessidade de disrupção no sistema educativo planteado como ente isolado da sociedade. As aprendizagens produzidas em ambientes não formais e informais crescem a um ritmo vertiginoso e não quedará mais remédio que considerar os benefícios de todos estes âmbitos educativos.

17. Inter atuação sobre os conteúdos: a aprendizagem não está nos conteúdos senão nas interações que se produzem em torno deles. A aprendizagem em rede através de interações deve consistir em agregar, re-misturar e pôr em prática os conhecimentos.

18. Uma formação adaptada às demandas: a construção do currículo que deverá configurar os novos perfis que demanda a sociedade terá que se fazer entre todos os agentes involucrados em seu desenvolvimento. A sociedade e as escolas devem colaborar para adaptar a formação às demandas sociais do século XXI.

19. Trata-se de formar cidadãos, não só profissionais eficientes: um sistema educativo aberto à comunidade e baseado em aprendizagens colaborativos que implica a toda a sociedade. O labor deste sistema não é formar cidadãos unicamente para ser úteis a um mercado, senão formar a cidadãos capazes de se desenvolver em todos os níveis sociais.

20. Evitar a ansiedade tecnológica: a tecnologia avança a um ritmo vertiginoso, é impossível predizer que tipo de tecnologia haverá num futuro próximo. O que sim terá que fazer a sociedade, é desenhar como quer que seja a educação do século XXI, a tecnologia que acompanhará será a que esteja disponível chegado o momento da implantação.

LA LENGUA Y LA PALABRA

















La lengua y la palabra. Trescientos años de la Real Academia Española

La exposición La lengua y la palabra. Trescientos años de la Real Academia Española repasa la historia de esta institución desde su origen hasta los últimos avances tecnológicos. La RAE, en colaboración con la Biblioteca Nacional, donde puede visitarse la muestra, hace un ejercicio de apertura que contribuye a restar hermetismo a su función como protectora de la lengua española. Por Elena Viñas

A partir de trescientas piezas, entre fondos bibliográficos, mobiliario y pinturas, la exposición La lengua y la palabra. Trescientos años de la Real Academia Española permite conocer quiénes la integraron y la integran y cómo han contribuido sus aportaciones a la protección de la lengua española.

La exposición, que acoge la Biblioteca Nacional, está dividida en siete apartados. El primero de ellos aborda el origen de la escritura y la evolución del sonido a la voz, y de la voz a la letra mediante la muestra de tablillas cuneiformes milenarias, una figurilla egipcia y pizarras visigodas del siglo VII a.C, entre otras piezas.

La Gramática castellana de Antonio de Nebrija, fechada en el siglo XV, da comienzo a un segundo espacio dedicado propiamente al nacimiento de la RAE con la Ilustración como un telón de fondo histórico marcado por un cambio de actitud ante la vida dirigido por un ambiente de renovación cultural y reformismo político.

Se sabe que el 3 de agosto de 1713 un pequeño grupo de contertulios reunidos en el palacio del marqués de Villena, en la plaza de las Descalzas de Madrid, tomaron la decisión de crear una academia dedicada a la tarea concreta de elaborar un diccionario de la lengua castellana, propósito que se tornó en realidad gracias a contar con el beneplácito de Felipe V.

Por esta razón, han sido reunidas en esta sección documentos como la fundación y estatutos de la RAE, fechados en 1715, y retratos como el del VII marqués de Villena, considerado su fundador.

Entre las joyas incluidas en el recorrido, el visitante se topa con varias ediciones de El Quijote, así como con lienzos de Francisco de Goya como un retrato de Jovellanos, quien ocupó el sillón V, otro de José Vargas Ponces, sillón k, o algunas de sus famosas estampas sobre la guerra como Esto es peor y Grande hazaña con muertos.

Ya en el primer cuarto del siglo XIX acontece la desintegración de los Virreinatos de la Monarquía Hispánica en los Reinos de las Indias y el surgimiento e independencias de las Repúblicas americanas, hechos a los que asistió la RAE con la preocupación de tratar de que no se produjera la ruptura de la lengua española. Para abordar este periodo histórico, los comisarios de la exposición se han servido de una selección de gramáticas indígenas, documentos, mapas y manuscritos.

En recuerdo de las mujeres que trataron de ingresar en la RAE, pero que no lo lograron, como fue el caso de Emilia Pardo Bazán, la exposición les dedica un espacio que deja entrever un mea culpa al afirmar en una cartela que en la aventura intelectual y material de la academia “faltaron mujeres académicas representativas de los cambios que desde el siglo anterior se estaban produciendo en la mentalidad y educación de la población femenina en toda Europa y América”.

De la segunda mitad del siglo XIX datan piezas tan interesantes como el manuscrito de Don Juan Tenorio de José Zorrilla o el retrato de Benito Pérez Galdós de Sorolla, traído de Canarias expresamente para esta ocasión. Asimismo, la exposición deja constancia de la contribución a la lengua y la historia de España de otras personalidades del siglo XX como Antonio Maura, retratado en un busto por Mariano Benlliure, Ramón y Cajal, llevado al lienzo por Sorolla, Antonio Machado, Miguel de Unamuno o Echegaray, también retratado por el pintor valenciano.

En la última parte del recorrido, la exposición muestra la intimidad de la RAE a través de un vídeo y de parte de su mobiliario más característico como el perchero de los académicos, uno de sus sillones o el fichero que alberga unas 450.000 fichas de palabras y definiciones.

Los últimos avances tecnológicos y una pantalla que muestra el tráfico de datos de la página web de la RAE, que quiere demostrar de esta manera su esfuerzo por adaptarse a la realidad de su tiempo, dan por concluida una exposición que contribuye a restar hermetismo a la institución y a dar a conocer la función de sus integrantes.

Información sobre la exposición:

Lugar: Biblioteca Nacional.

Fechas: del 27 de septiembre al 26 de enero.

Horario: de martes a sábados de 10:00 a 20:00 horas / domingos y festivos de 10:00 a 14:00 horas

Entrada: gratuita.

DICCIONARIO HISTÓRICO DEL ESPAÑOL DE CANARIAS




El IEC reedita el «Diccionario histórico del español en Canarias»

EL DÍA.ES (TENERIFE, CANARIAS)

El Instituto de Estudios Canarios (IEC) y la Fundación CajaCanarias han publicado una nueva edición del Diccionario histórico del español de Canarias, del que son autores los profesores Cristóbal Corrales y Dolores Corbella, que se presentará el próximo viernes, día 13, a las 20:00 horas, en la sede de la Fundación CajaCanarias en Santa Cruz (Tenerife).

«En el panorama de la lexicografía española no existe una obra similar. De hecho, hoy por hoy, el vocabulario canario es el más estudiado y mejor conocido de todo el mundo hispánico gracias al trabajo de estos dos investigadores de la Universidad de La Laguna», aseguran sus promotores.

El diccionario, en dos tomos, consta de más de dos mil páginas y contiene la historia del vocabulario canario desde finales del siglo XV hasta mediados del siglo XX. Cada una de las entradas pone al descubierto retazos de la vida y la cultura de las islas, una riqueza lingüística que, como la historia misma del archipiélago, constituye el resultado de un mestizaje que se ha convertido en la seña de identidad del español isleño y que, en cierta medida, lo hace único frente a las modalidades peninsulares y americanas.

Se trata de una obra que posee entidad en sí misma, «ya que da cuenta de las peculiaridades del léxico diferencial canario a través de los siglos, pero que también se inserta en la tradición lexicográfica española y en la historia de nuestra lengua, al contener el análisis de numerosas voces generales en las que la impronta de las islas imprimió su huella antes de iniciar su difusión atlántica», precisan las mismas fuentes.

Un laujareño al rescate de la ‘ñ’






Juan Samper reúne todas las palabras del diccionario que contienen esta letra y su significado
Marta Rodríguez en http://www.lavozdealmeria.es/vernoticia.asp?IdNoticia=52208&IdSeccion=5


El autor en su casa de Palencia con cuadros y fotos que recuerdan a su tierra natal. [ LA VOZ ]
‘Almadreña’ es un zueco de madera. ‘Cataraña’ se refiere a un ave zancuda. Y ‘ñaque’ describe un conjunto de cosas inútiles y ridículas. Estas tres palabras presentan dos aspectos en común, contienen la ‘ñ’ y están en claro desuso.

Juan Samper (Laujar de Andarax, 1937) recoge en un trabajo los 1.187 vocablos que incluyen la letra más española del diccionario y su significado. Su objetivo no es otro que divulgar este ‘glosario’ para fomentar el uso de esta peculiar consonante cuyo origen se remonta al siglo XI. “Fue la consecuencia natural de un proceso de economía en el lenguaje”, indica este ingeniero afincado en Palencia pero ligado a su tierra natal.

“En los monasterios necesitaban ahorrar letras para invertir menos esfuerzo y papel en copiar los manuscritos. Así fue como la secuencia ‘nn’ se escribió con una pequeña línea, denominada ‘vergulilla’, encima de una n”, explica en la introducción de este estudio todavía sin publicar, pero que ha distribuido en centros educativos e instituciones como el Instituto Cervantes.

Este ‘Diccionario de la ñ’ permaneció en el cajón de proyectos olvidados de su autor durante años. Tras terminar de elaborarlo en los años 90 del siglo pasado, Juan Samper se encontró con una fría acogida por parte del académico Luis María Ansón. Convencido de su utilidad para los estudiantes y estudiosos de la lengua española, este laujareño se ha vuelto a lanzar al rescate de la ‘ñ’.

Teclados con ‘ñ’
Tal y como recuerda Samper, no ha sido fácil que en los ordenadores figurase la ‘ñ’. “La Comunidad Económica Europea impulsó el proyecto de algunos fabricantes de ordenadores que pretendieron comercializar los teclados sin la ‘ñ’. Como consecuencia, la Real Academia Española proclamó un informe en 1991 que decía que la falta de la ‘ñ’ en los teclados representaba un atentado grave contra el español”, señala este amante de las letras.

Los vocablos que empiezan por ‘a’, ‘d’, ‘e’ y ‘p’ son los que acumulan el 41 por ciento de las ‘ñ’, siendo la ‘c’ la de mayor número con 190 palabras y la ‘j’ la de menor con tan solo una. “Si se repasan las palabras con ‘ñ’, se observa que una gran parte de ellas se refiere a animales, plantas, profesiones, tareas u objetos relacionados con el mundo rural. De esta forma, se encuentran 125 palabras referidas a plantas y frutos y 64 a animales”, asegura.

La ‘ñ’ es la letra favorita de Juan Samper por varias razones. “Muchas de esas palabras se han dejado de usar y las añoro, pero además es una enseña de lo español que llevo en los genes, ya que nací laujareño, alpujarreño y español”, concluye divertido.

La influencia de la maestra Celia Viñas
En el amor por la lengua española, y por las letras, de Juan Samper se esconde la mano de una maestra y escritora, Celia Viñas.

“Esta profesora de Lengua y Literatura me enseñó a amar la lengua española. En sus magníficas clases empecé a conocer muchas palabras, ya que mi vocabulario era muy limitado. A partir de entonces comenzó mi interés por el español, lo que hizo que, hasta la fecha, cada día profundice más en su conocimiento”, explica en una entrevista a LA VOZ el autor del trabajo ‘Diccionario de la ñ. Palabras del español con la letra ñ’.

Aunque el estudio permanece sin publicar porque tiene pocas páginas y su encuadernación en formato libro resultaría cara y difícil de vender, Samper lo ha distribuido en centros educativos (el IES Celia Viñas a la cabeza, por motivos obvios) e instituciones como el Instituto Cervantes. “Algunas sedes me han felicitado por un trabajo que consideran muy interesante para los alumnos que estudian el español”, dice.

Quien desee recibir este trabajo, ilustrado con motivos almerienses y del que también existe una versión en video, ha de enviar un correo a jsamperlu@ono.com.

LA LENGUA VIVA




El correccional de la escritura
Amando de Miguel

Aquí estamos para aprender deleitándonos. Por eso mismo hay tantas rectificaciones y discusiones. La autoridad la da el saber y la experiencia. Por mi parte, agradezco las muchas correcciones que he recibido sobre mis textos y opiniones. Seguiremos en la brecha.

Jaime Lerner (desde Israel) me comunica que tuvo un incidente en España con un jovencito ataviado con el hábito de la Orden de Santiago, precisamente en la plaza del Obradoiro (Santiago de Compostela). Aludía yo aquí a que las órdenes militares habían desaparecido en España. Ya veo que no. Debería yo haber precisado que son instituciones más que nada rituales o simbólicas sin ningún peso real en la vida pública española. Tengo algunos amigos que son activos en la Orden del Santo Sepulcro, y bien que lucen sus hábitos en la procesión del Corpus de Toledo.

Emilio Soria me corrige la frase "milicia es la vida del hombre sobre la tierra". No es del Eclesiastés, como yo decía, sino del Libro de Job. Intrigado me quedé y no tuve más remedio que consultar el caso con mi amigo (realmente alma gemela) Damián Galmés, experto talmúdico. Según su parecer, la expresión famosa pertenece al Libro de la Sabiduría, que incluye el Eclesiastés. Se admiten más testimonios.

José Luis Hernández observa que sufrimos un avance del dequeísmo con el verbo advertir (en el sentido de avisar de algo) Así, cunde la expresión errónea de "advertir de que". Es cierto ese avance, paralelo al que se ejerce con el verbo informar ("informar de que"). Pero no creo que se pueda calificar de erróneo. Es una variante que se ha impuesto en el lenguaje público y que resulta imparable. Puede que proceda de los hispanohablantes del otro lado del charco, que son la gran mayoría de nuestra comunidad lingüística.

Sí me parece un disparate identificar el asunto de la corrupción política con la olla podrida. Lo he oído en diferentes medios de comunicación. Pero esa expresión no es despreciativa sino todo lo contrario. En su día se dijo "olla poderida", es decir, un guiso con mucho poder o energía. Ha quedado como descripción del cocido y otros platos exquisitos en los que se mezclan a placer todo tipo de carnes y vegetales. Así pues, la corrupción nada tiene que ver con la olla podrida. La semejanza léxica es una pura casualidad.

Jesús Laínz echa su cuarto a espadas en la polémica sobre la reforma de la Constitución. Su tesis sigue la lógica de la navaja de Occam, es decir, las soluciones más sencillas son las mejores. Lo más sencillo para el montañés sería que la Constitución se cumpliera. Dado ese paso, ya podríamos empezar a reformarla. Me sumo a una opinión tan mesurada. Da vergüenza tener que reconocer ese hecho del incumplimiento de la Constitución por parte de nuestros amados políticos.

DEFENSOR DEL LECTOR






Los lectores nos corrigen (9) en El País - España
Por: Tomàs Delclós


Sidney. El diario, de acuerdo con el Libro de Estilo, escribe Sidney para referirse a la ciudad australiana. El Diccionario Panhispánico de dudas recomienda Sídney. Sin embargo, M.J. Walker discute estas soluciones y argumenta: “La ciudad australiana refleja el apellido de Lord Sydney (Home Secretary en Londres en 1788 cuando se fundó la ciudad) y no el del poeta Sir Philip Sidney (fallecido en 1586). La ortografía de nombres o apellidos de personas históricas debe ser intocable, incluso cuando son transferidos a ciudades. La forma no debe ser alterada para acomodarse a la pronunciación preferida por castellanoparlantes porque la otra cara de la moneda sería la ortografía adaptada a la pronunciación angloparlante de Don Keyhotay de Miggel Servantees”.
Corsario. Otro tanto sucede con la reflexión remitida por Francisco Suárez-Llanos Galán a propósito del uso del término “corsario” como sinónimo de “pirata”. Un uso que admite la Real Academia, que el lector reconoce, pero que considera recoge un sentido popular alejado del original de la palabra. Según explica en un documentado mensaje: “Todos los buques -de cualquier nacionalidad- que navegan necesitan llevar consigo un documento -expedido por el Jefe del Estado- que le acredite y dé licencia para realizar su actividad. En España y en otros países de habla hispana, tal documento se denomina actualmente "Patente": "Patente de Guerra", para los buques de la Armada; pero para los buques civiles o mercantes es la “Patente de Navegación”, si bien a lo largo de los siglos ha recibido otras denominaciones (…) Pero cabe mencionar otra Patente, la que permite realizar a los buques mercantes una actividad intermedia entre la navegación mercantil (la autorizada por la Patente de Navegación) y la actividad de protección de nuestros intereses marítimos y del hostigamiento y acoso a los buques enemigos (la actividad de los buques de guerra), y es aquella por la que, en caso de guerra, un Estado autoriza a un buque mercante de su bandera, para artillarse y, con ello, también hostigar y apresar buques enemigos. Se trata de la “Patente de Corso”, documento expedido por el Estado de la nacionalidad del buque autorizándole a realizar la actividad del corso. Dicha Patente la define el Diccionario de la Lengua Española como “Título librado por un Gobierno autorizando para hacer el corso contra los enemigos de la nación; autorización para realizar actos prohibidos a los demás”. Es decir, la creencia popular de equiparar las expresiones “corsario” y “pirata” es errónea de raíz, pues mientras que un buque corsario es un buque mercante legalmente autorizado para apresar buques enemigos y sólo en caso de guerra, el buque pirata es ilegal tanto en sí mismo y como en su actividad delictiva”.
En torno. Luis López Jiménez escribe: “Desde hace años, entro varias veces y a diario en la página web. Una de las secciones que casi siempre consulto es la de "El Tiempo". En ella observo desde siempre un error que ya no me resisto a pedir que se corrija. Cuando describen las circunstancias meteorológicas del día, una de las expresiones que se emplea siempre es: "Temperaturas (mínimas o máximas) entorno a los x grados". El vocablo "entorno" está mal empleado; debería ponerse "en torno" (dos palabras). "Entorno" es un sustantivo, y lo que ha de emplearse en ese texto, para ser correctos, es una alocución preposicional o adverbial que, en este caso, tiene dos palabras. Por tanto: "Una máxima en torno a los x grados...". Corríjanlo, por favor, que chirría demasiado”
Enfermedad de Huntington. El empleo de nombres de enfermedades para explicar o adjetivar personas o situaciones (político autista, por ejemplo) es motivo de reproche lógico por parte de los lectores. A estos casos se suma una cita al “baile de San Vito”. Lo escribe un lector que firma F. “Como puede que ustedes quizá ya sepan, el baile de San Vito es el nombre popular de una enfermedad degenerativa y progresiva ininterrumpidamente denominada Corea de Huntington”. Y recuerda que para quienes sufren la enfermedad o “hemos sido familiares y cuidadores de estos enfermos” resulta difícil de entender que se pueda hacer burla de los síntomas externos de esta enfermedad. La carta concluye: “Del mismo modo que estoy seguro de que ni Luz ni ninguno de sus periodistas o colaboradores escribiría mofas basadas en los síntomas de otras enfermedades, les agradecería que supieran que detrás de ese Baile de San Vito se esconde todo un mundo de sufrimiento. En cualquier caso, y por los tan divertidos momentos que me ha hecho pasar siempre la "incontenible" Luz, seguiré buscando en la madrugada de los sábados su columna”.
Radicales. José Suárez remitió una consideración sobre un titular de agencias (“Radicales italianos irrumpen en la sede de Efe de Roma para apoyar a un etarra). “En mi opinión no es lo mismo decir “Grupos radicales italianos” que “Radicales italianos” a secas porque “radicales italianos ( radicali italiani / www.radicali.it ) es un partido político italiano caracterizado precisamente por el uso de la no violencia y al que pertenece la actual ministra y antigua comisaria europea Emma Bonino. El titular podría llevar al equívoco de que se crea que los radicales italianos apoyan a un etarra cuando eso no es cierto”. El texto de la noticia hablaba de “grupos radicales” y no hacía ninguna alusión a la citada organización. Reflejo esta opinión en la medida que el titular pudo confundir sobre la identidad política de los asaltantes.


Tomàs Delclós
Tomàs Delclós (Barcelona, 1952) es licenciado en Derecho por la Universidad de Barcelona y en Periodismo, por la Autónoma de Barcelona, de cuya facultad fue profesor. Se incorporó a EL PAÍS en 1982. Fue miembro del equipo fundador de Babelia y antes de su nombramiento como Defensor del Lector fue el subdirector responsable de Ciberp@ís. Perteneció a la Junta del Colegio de Periodistas de Cataluña.

FUNDACIÓN DEL ESPAÑOL URGENTE

el Nápoles y el Oporto, mejor que el Napoli y el Porto

Recomendación urgente del día

Los clubes deportivos que incluyen en su denominación la ciudad en la que radican (Juventus de Turín, Steaua de Bucarest, Estrella Roja de Belgrado…) se escriben con el nombre tradicional en español de dicha ciudad, no con el de su topónimo original, tal como señala la Ortografía de la lengua española.

En esta misma línea, resulta más apropiado hablar del Burdeos, el Hamburgo o el Bolonia que del Bordeaux, el Hamburg o el Bologna, que son sus nombres originales en francés, alemán e italiano, respectivamente.

Sin embargo, en los últimos años, cada día es más frecuente encontrar noticias en los medios deportivos en las que se nombra a este tipo de clubes por su topónimo no adaptado: «El Napoli del técnico español Rafael Benítez sigue imparable», «Roger Federer, fanático del Basel, va a la cancha siempre que puede» o «Jackson Martínez marcó gol, pero el Porto perdió».

En estos casos habría sido preferible hablar del Nápoles, el Basilea y el Oporto, como se desprende del apartado «Topónimos extranjeros» de la Ortografía de la lengua española.

Respecto al Milán o el Milan, con o sin tilde, se trata de un caso singular, pues el nombre oficial de dicho club no refleja el topónimo italiano Milano, sino que opta por Milan, a partir de la denominación Milan Cricket and Football Club de sus fundadores ingleses Alfred Edwards y Herbert Kilpin.

Ambas opciones pueden considerarse válidas: si se atiende al mencionado criterio de adaptar al español los topónimos, lo apropiado será escribir Milán, con tilde, como ya sucede en Inter de Milán, a partir de F. C. Internazionale Milano; pero también es correcto, dada la excepcionalidad del nombre original, mantener la variante original sin tilde, Milan.
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