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segunda-feira, 4 de junho de 2012

QUEM SOMOS NÓS?





“O cartão de visitas, com o qual nos apresentamos à sociedade, não é somente nossa roupa, casa ou carro. A nossa imagem se faz vista não só pelo que falamos, mas como falamos. Um dos pais da neurolinguística, Joseph Yeager garante que a linguagem pode limitar ou potencializar o desempenho de um líder”

ESTRANGEIRISMOS NO BRASIL.

Globalização, internet, Mercosul, Unasul, pré sal, mundial de futebol, jogos olímpicos, colocam a língua portuguesa no Brasil baixo a pressão de ter que se enfrentar, no dia a dia, às novas exigências de comunicação, de compartilhar avanços tecnológicos, e acompanhar ao ritmo crescente dum volume de informação sem antecedentes. O mundo quer participar da sexta economia do mundo e o Brasil necessita se adequar a estas novas circunstancias.
Diariamente nos achamos frente a gentílicos desconhecidos, expressões esquisitas, anglicismos, galicismos, e estrangeirismos desnecessários e outras armadilhas que frequentemente nos confundem.
O brasileiro, inclusive aquele de nível cultural alto, dúvida frente a determinadas palavras, ignora se certos usos são corretos ou não e, em ocasiões cede ante o emprego de neologismos que têm registros válidos e mais acertados em nosso léxico português.
Uma comunicação correta em especial no campo científico e técnico requer da palavra certa, do estilo adequado, para se adaptar às novas exigências.
Uma palavra errada ou uma expressão mal usada ditas numa conversa de amigos não tem maior alcance que o reduzido âmbito amistoso em que são pronunciadas. Porém, se essa palavra ou essa expressão aparecem escritas num jornal ou é difundido por um canal de televisão, o impacto no falante é enorme. O mesmo vale para a documentação disponibilizada na internet.
Daí a importância de que os meios façam deles.
Tudo o que pensamos, criamos e expressamos precisa dos termos corretos e o estilo certo para sua adequada comunicação.

No Brasil não existe uma instituição que regule a incorporação de novos termos técnicos oriundos de tecnologias estrangeiras, fundamentalmente do inglês, (neologismos, estrangeirismos ou barbarismos).

Desta maneira seu controle e utilização ficam exclusivamente livrados ao critério do tradutor.
Por momentos pareceria que o idioma inglês é mais dinâmico que nosso português. Porém, o inglês não é uma língua mais dinâmica. O que é mais dinâmica é a pesquisa em ciências e novas tecnologias que se fazem em inglês.
É a partir dos resultados dessas pesquisas que somos bombardeados com novos termos em inglês, que propiciam a geração e formação de novos termos em português para designar os produtos resultantes dos avanços científicos e técnicos que proliferam a velocidades vertiginosas em nossas sociedades.
A criatividade linguística constitui uma fonte eficaz e renovadora do léxico, que constata a vitalidade do idioma.
Esta geração terminológica ou criação neologista, que se produz de maneira incessante e constante, é capaz de penetrar e se incorporar as linguagens política, literária, religiosa, científica, técnica, acadêmica e até artística passando a formar parte do léxico que se maneja nestes distintos âmbitos do saber.
Um exemplo é a palavra googlear: consultar no motor de busca Google.
Embora seja uma palavra estranha, como Google é o nome de algo "esta responde às normas tradicionais de construções de verbos a partir de substantivos".
A neologia é uma das manifestações mais importantes da vitalidade duma língua, que reflete a evolução, a idiossincrasia e o estado de desenvolvimento técnico e cultural duma sociedade.
Um estrangeirismo é qualquer vocábulo ou expressão que um idioma toma de outro idioma, geralmente para encher um vazio de designação. Pode manter sua grafia e pronunciação originais ou pode adaptá-las às da língua meta. Os estrangeirismos são um caso especial de empréstimo linguístico. Este último termo também serve para designar não só a adoção de palavras senão também de estruturas gramaticais

O projeto de lei n.º 1676/99, de autoria do deputado Aldo Rebelo, é um dos poucos assuntos relacionados à língua que teve espaço na mídia brasileira. Em época recente, o projeto tornou-se objeto de polêmica entre o seu autor e alguns linguistas, entre eles Fiorin (2000) e Aubert (2001). Considerado por este último como preconceituoso, o referido documento objetiva defender, proteger e promover a língua portuguesa no Brasil. Ele se encontra no senado (08/02/2008), em processo de aprovação.
Este projeto gerou muita polêmica. A Lei consiste na proibição do uso de estrangeirismos no Brasil. Rebelo afirma que a utilização de termos estrangeiros tem sua causa na baixa autoestima do brasileiro e ainda comenta que seu uso dificulta a comunicação. Segundo ele, o nosso português deveria ser mais valorizado e cita uma frase de Olavo Bilac, que diz que “Uma nação entra em decadência quando perde o amor pelo seu idioma”.

REFORMA ORTOGRÁFICA E SUB ORTOGRAFIAS NACIONAIS

A partir da reforma ortográfica do português, Priberam, autora do corretor ortográfico FLIP e outros dicionários, aponta: “É desejável que exista a curto prazo um thesaurus da língua portuguesa ou um "vocabulário comum" a todas as variedades do português, mas seria útil ir mais longe na criação de instrumentos linguísticos e permitir a criação de vários vocabulários ortográficos autorizados consoante a norma de cada país, de que o "vocabulário comum" poderia ser a súmula”.
Como bem diz Amanda Sanromã num artigo da sua autoria;
O estrangeirismo nada mais é do que a influência das línguas umas sobre as outras.
Estrangeirismo é diferente de empréstimo. O primeiro refere-se ao uso de termos estrangeiros não existentes na língua nativa, como xerox, shopping, self-service.
Muitas dessas palavras já foram aportuguesadas, como deletar (delet), resetar (reset), estressar (stress). Posso dizer que o estrangeirismo é um fenômeno que sempre aconteceu, desde que as línguas surgiram. Hoje em dia, essa influência é ainda mais evidente com o avanço da globalização.
Empréstimo está relacionado ao uso de termos estrangeiros que possuem equivalente na Língua nativa, como "pink" (rosa), "sale" (venda), games (jogos), entre muitos outros.

A estranjerização é um fantasma que persegue ao tradutor técnico brasileiro.

Traduzir é, em todas suas modalidades e especialidades, um processo puramente intelectual que implica a compreensão e interpretação do pensamento humano formulado numa língua e sua expressão na outra língua.
Qualquer desequilíbrio das aptidões do tradutor com relação a uma ou outra língua irá a detrimento da fidelidade da tradução.
Isto também é válido para a qualidade do original, não poucas vezes o tradutor em sua atividade cotidiana se encontra no compromisso de interpretar e incorporar ao espanhol termos como gerenciamento,customização, emponderamento, etc.

Como diz Gisley Rabello Ferreira em seu artigo “OS PADRÕES DE QUALIDADE NA TRADUÇÃO TÉCNICA E SUA INFLUÊNCIA NA PROFISSIONALIZAÇÃO DOS TRADUTORES”

“Se esses profissionais não forem conscientes o bastante para debater com seus clientes a terminologia de cada produto traduzido, tentando chegar a traduções coerentes e evitando o uso abusivo de termos e estruturas emprestadas da língua estrangeira, o português do dia a dia das empresas (e de nossos lares) piorará ainda mais”.

Uma responsabilidade a mais para o tradutor profissional no Brasil...

GUIA DO TRADUTOR 2012


A Direção-Geral da Tradução (DGT) da Comissão Europeia publicou o Guia do tradutor 2012, um interessante guia de estilo em português com dicas utilíssimas para quem traduz documentos com teor que envolva burocracia da CE. Esta é a segunda edição do Guia do Tradutor, justificada pelas implicações que a entrada em vigor do Tratado de Lisboa teve no processo de decisão da União Europeia e, também, pela aplicação, a partir de 1 de janeiro de 2012, do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990 nas instituições europeias. Esta obra de referência do Departamento de Língua Portuguesa da Direção-Geral da Tradução da Comissão Europeia, elaborada pela equipa linguística, é o fruto de um trabalho permanente de apuramento e de atualização, que conta com a colaboração dos tradutores do departamento.

É um pequeno livro de 136 páginas, distribuído gratuitamente e contendo informações sobre como escrever e traduzir em português segundo as convenções da Comissão Europeia. As técnicas de tradução apresentadas no livro abrangem informações sobre a estrutura dos documentos legislativos e executivos, formulações e termos padronizados e regras e convenções adotadas pela burocracia da CE. Lembro que a variante do português usada na CE é, obviamente, a europeia, mas o Guia do tradutor 2012 pode ser muito útil também para quem traduz para o português latino-americano.
Download no link http://ec.europa.eu/translation/portuguese/guidelines/documents/styleguide_portuguese_dgt_pt.pdf
Esperamos que contribua para a normalização e a qualidade da tradução institucional, a bem da língua portuguesa.

FUNDÉU RECOMIENDA...



Recomendación del día


pago en especie, no en especias ni en especia

Pago en especie (o en especies) es la expresión adecuada para decir que algo se paga (o se cobra) 'en frutos o géneros y no en dinero', tal y como recoge el Diccionario panhispánico de dudas. No es apropiado, por tanto, hablar de pago en especia o en especias.

Se pueden encontrar, sin embargo, ejemplos en los medios de pago en especia o en especias: «El modo de reembolso de los préstamos es en especia, como petróleo y otras materias primas», «La compañía permitirá el pago fraccionado y que parte del crédito se le devuelva en especias, en servicios de promoción en la ciudad».

En estos ejemplos lo apropiado habría sido escribir que el reembolso y el crédito se harían en especie (o en especies).

Aunque es poco frecuente, a veces se encuentran documentos —sobre todo de economía— donde se usa el acrónimo inglés PIK (payment in kind) para referirse al pago en especie. Si por alguna razón se opta por usar dicho acrónimo en textos en español, es recomendable explicar su significado entre paréntesis, al menos la primera vez que se utilice.
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