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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ADULTOS MAYORES


SER MAIOR DE 60 ANOS EM 2010

MÓNICA CEBERIO BELAZA - Madrid - 19/01/2010

A ONU prevê que em 2045 os maiores de 60 anos superem aos menores de 14.
Os países em desenvolvimento seguem as pautas de crescimento dos desenvolvidos.
A população envelhece não só no primeiro mundo, senão em todo o planeta, de forma inevitável e num "processo sem precedentes na história da humanidade", segundo o último informe da Divisão de População de Nações Unidas, publicado esta semana.
Uma de cada nove pessoas tem mais de 60 anos e se prevê que seja uma de cada cinco dentro de 40 anos.
Em 2045 o número total de maiores desta idade superará por primeira vez ao de menores de 14 no mundo todo (o que já aconteceu nos países desenvolvidos em 1998).
"O envelhecimento da população é profundo e terá implicações em todas as facetas da vida", sinala o informe, que menciona especificamente as conseqüências na poupança, o consumo, os mercados de trabalho, as aposentadorias, os impostos, a epidemiologia, os sistemas de saúde, a composição das famílias ou os fluxos migratórios.
O aumento na esperança de vida das regiões em vias de desenvolvimento e o controle da natalidade estão trocando de forma espetacular as pirâmides de população, que darão uma reviravolta em 100 anos: de 1950 a 2050 a porcentagem de maiores haverá passado de 8% a 22% quase uma quarta parte da humanidade.
No ano 2000 havia 600 milhões de maiores, cifra que triplicava a de 1950. Neste momento há 737 milhões.
Os demógrafos não esperam que as decrescentes taxas de fertilidade voltem em nenhum caso a ser as mesmas que no passado, pelo que consideram que o envelhecimento não se freará senão que seguirá em aumento, sobre todo nos países em vias de desenvolvimento, onde mais se está reduzindo a mortalidade.

A idade média mundial é de 28 anos.
O país mais envelhecido é Japão, com 44 anos, e o mais jovem Níger, com apenas 15.
Prevê-se que em 2050 esta idade média aumente 10 anos, até os 38.
O informe da ONU se baseia em estimações e cálculos elaborados com dados atualizados -não todos- até agosto de 2009.

●- Nível de desenvolvimento. Uma de cada cinco pessoas nos países desenvolvidos tem mais de 60 anos.
E as predições da ONU indicam que em 2050 serão uma de cada três.
Na Ásia, América Latina e o Caribe são agora uma de cada dez (chegarão ao 20% em 2050), e uma de cada 19 na África (11% em 2050).
O envelhecimento avança muito rápido nos países em vias de desenvolvimento, sobre tudo nas economias emergentes.
China vai passar de um 12% de maiores de 60 anos a um 31% em só 40 anos; a Índia, de 7% a uns 20%; e Brasil, de 10% a uns 29%.

●- Esperança de vida. O ser humano tem ganhado mais de 20 anos de vida desde 1950. Há passado de ter como horizonte vital 48 anos -de média mundial- a ter 68.
E, quem tem chegado aos 60, podem esperar razoavelmente viver 18 anos mais se são homens e 21 a mais se são mulheres.
Obviamente, há diferenças em função do desenvolvimento dos países: nos mais desenvolvidos os homens em média vivem 20 anos mais e as mulheres 24, em tanto que nos menos desenvolvidos a esperança de vida dessa idade é de 15 anos para os homens e 17 para as mulheres.

●- Trabalho e aposentadorias. Em 1950 havia 12 pessoas de 15 a 64 anos por cada maior de 60 anos.
Em 2009 foram nove e em 2050 se prevê que esse número cairá a quatro, o que suporá um desafio para os sistemas de aposentadorias de todo o mundo.
A idade de aposentadoria varia em função dos países: costuma ser aos 65 anos nos desenvolvidos e entre os 55 e 60 nos que estão em vias de desenvolvimento.
Porém, nestes últimos, a pesar duma idade de aposentadoria mais baixa, uma porcentagem da população maior costuma seguir trabalhando ante a falta de cobertura social e de aposentadorias.
Em 30 países -a maioria africana- mais da metade dos maiores de 65 anos são economicamente ativos, em tanto que em países como a França só trabalha o 2%.

●- Octogenários e centenários. O 14% dos maiores de 60 anos em 2009 tinha mais de 80, e a porcentagem vai aumentando.
Prevê-se que sejam os 20% deste segmento de idade em 2050.
Os centenários também crescem. Foram uns 454.000 em 2009 e a ONU predize que existam mais de quatro milhões dentro de 40 anos.

●- Homens e mulheres. Por sua alta esperança de vida, há uns 66 milhões mais de mulheres que de homens maiores de 60 anos.
Por cada 83 homens há 100 mulheres, distância que aumenta nas pessoas com mais de 80: 59 homens por cada 100 mulheres.
Quanto mais desenvolvido é o país, maiores as diferenças de longevidade em função do sexo.

●- Sós ou acompanhados. O 14% dos maiores de 60 anos vivem sozinhos, porcentagem que chega aos 19% no caso das mulheres.
Os homens se casam mais com mulheres jovens que morrem depois que eles e tendem mais a se casar si se divorciam ou ficam viúvos.

A transição demográfica em marcha

A redução tanto da mortalidade como da fertilidade causa necessariamente o envelhecimento da população, e os câmbios nestes indicadores durante os últimos 60 anos tem sido muito profundos.
A taxa de natalidade tem caído quase à metade: de 4,9 crianças por mulher em 1950 se há passado a 2,6 no período 2005-2010.
A ONU prevê que esta cifra siga diminuindo até as duas crianças por mulher nos anos 2045-2050 - o mínimo para assegurar uma correta troca geracional-.
Nos países desenvolvidos a taxa já é nestes momentos menor: de 1,6 crianças por mulher.
O informe da ONU prevê um aumento da natalidade nestes Estados nos próximos 40 anos e que siga diminuindo nas regiões em desenvolvimento, onde se há passado de seis crianças por mulher em 1950 a 2,7 nestes momentos.

A mortalidade diminui, porém com grandes diferenças entre os países em desenvolvimento: em Hong Kong, Mação ou Singapura a esperança de vida é superior aos 80 anos em tanto que em Afeganistão e Zimbábue não supera os 45.
E em alguns países africanos a presença do AIDS implica elevadíssimas taxas de mortalidade infantil.
Quase todos os países desenvolvidos têm uma esperança de vida de mais de 70 anos (salvo alguns Estados do Leste de Europa como Ucrânia ou Rússia).
A diferenç a em anos de vida entre nascer em um deles ou em um dos menos desenvolvidos do mundo é de 21 anos.


SER MAYOR DE 60 AÑOS EN 2010 (espanhol)
MÓNICA CEBERIO BELAZA - Madrid - 19/01/2010


La ONU prevé que en 2045 los mayores de 60 años superen a los menores de 14.
Los países en desarrollo siguen las pautas de crecimiento de los desarrollados.
La población envejece no sólo en el primer mundo, sino en todo el planeta, de forma imparable y en un "proceso sin precedentes en la historia de la humanidad", según el último informe de la División de Población de Naciones Unidas, publicado esta semana.
Una de cada nueve personas tiene más de 60 años y se prevé que sea una de cada cinco dentro de 40 años.
En 2045 el número total de mayores de esta edad superará por primera vez al de menores de 14 en todo el mundo (lo que ya ocurrió en los países desarrollados en 1998).
"El envejecimiento de la población es profundo y tendrá implicaciones en todas las facetas de la vida", señala el informe, que menciona específicamente las consecuencias en el ahorro, el consumo, los mercados de trabajo, las jubilaciones, los impuestos, la epidemiología, los sistemas de salud, la composición de las familias o los flujos migratorios.
El aumento en la esperanza de vida de las regiones en vías de desarrollo y el control de la natalidad están cambiando de forma espectacular las pirámides de población, que darán un vuelco en 100 años: de 1950 a 2050 el porcentaje de mayores habrá pasado del 8% al 22% casi una cuarta parte de la humanidad.
En el 2000 había 600 millones de mayores, cifra que triplicaba la de 1950. En estos momentos hay 737 millones.
Los demógrafos no esperan que las decrecientes tasas de fertilidad vuelvan en ningún caso a ser las mismas que en el pasado, por lo que consideran que el envejecimiento no se frenará sino que seguirá en aumento, sobre todo en los países en vías de desarrollo, donde más se está reduciendo la mortalidad.

La edad media mundial es de 28 años.
El país más envejecido es Japón, con 44, y el más joven Níger, con apenas 15.
Se prevé que en 2050 está edad media aumente 10 años, hasta los 38.
El informe de la ONU se basa en estimaciones y cálculos elaborados con datos actualizados -no todos- hasta agosto de 2009.

●- Nivel de desarrollo. Una de cada cinco personas en los países desarrollados tiene más de 60 años.
Y las predicciones de la ONU indican que en 2050 serán una de cada tres.
En Asia, América Latina y el Caribe son ahora una de cada diez (llegarán al 20% en 2050), y una de cada 19 en África (el 11% en 2050).
El envejecimiento avanza muy rápido en los países en vías de desarrollo, sobre todo en las economías emergentes.
China va a pasar de un 12% de mayores de 60 años a un 31% en solo 40 años; la India, de un 7% a un 20%; y Brasil, de un 10% a un 29%.

●- Esperanza de vida. El ser humano ha ganado más de 20 años de vida desde 1950. Ha pasado de tener como horizonte vital 48 años -de media mundial- a tener 68.
Y, quienes han llegado a los 60, pueden esperar razonablemente vivir 18 años más si son hombres y 21 más si son mujeres.
Obviamente, hay diferencias en función del desarrollo de los países: en los más desarrollados los hombres de media viven 20 años más y las mujeres 24, mientras que en los menos desarrollados la esperanza de vida a esa edad es de 15 años para los hombres y 17 para las mujeres.

●- Trabajo y pensiones. En 1950 había 12 personas de 15 a 64 años por cada mayor de 60 años.
En 2009 fueron nueve y en 2050 se prevé que ese número caiga a cuatro, lo que supondrá un reto para los sistemas de pensiones de todo el mundo.
La edad de jubilación varía en función de los países: suele ser a los 65 años en los desarrollados y entre los 55 y 60 en los que están en vías de desarrollo.
Pero, en estos últimos, a pesar de una edad de jubilación más baja, un porcentaje de la población mayor suele seguir trabajando ante la falta de cobertura social y de pensiones.
En 30 países -la mayoría africanos- más de la mitad de los mayores de 65 años son económicamente activos, mientras que en países como Francia sólo trabaja el 2%.

●- Octogenarios y centenarios. El 14% de los mayores de 60 años en 2009 tenía más de 80, y el porcentaje va en aumento.
Se prevé que sean el 20% de este segmento de edad en 2050.
Los centenarios también crecen. Fueron unos 454.000 en 2009 y la ONU predice que haya más de cuatro millones dentro de 40 años.

●- Hombres y mujeres. Por su alta esperanza de vida, hay unos 66 millones más de mujeres que de hombres mayores de 60 años.
Por cada 83 hombres hay 100 mujeres, distancia que aumenta en las personas con más de 80: 59 hombres por cada 100 mujeres.
Cuanto más desarrollado es el país, mayores son las diferencias de longevidad en función del sexo.

●- Solos o acompañados. El 14% de los mayores de 60 años viven solos, porcentaje que llega al 19% en el caso de las mujeres.
Los hombres se casan más con mujeres jóvenes que mueren después que ellos y tienden más a casarse si se divorcian o si se quedan viudos.

La transición demográfica en marcha

La reducción tanto de la mortalidad como de la fertilidad causa necesariamente el envejecimiento de la población, y los cambios en estos indicadores durante los últimos 60 años han sido muy profundos.
La tasa de natalidad ha caído casi a la mitad: de 4,9 niños por mujer en 1950 se ha pasado a 2,6 en el periodo 2005-2010.
La ONU prevé que esta cifra siga disminuyendo hasta los dos niños por mujer en los años 2045-2050 -el mínimo para asegurar un correcto reemplazo generacional-.
En los países desarrollados la tasa ya es en estos momentos menor: de 1,6 niños por mujer.
El informe de la ONU prevé un aumento de la natalidad en estos Estados en los próximos 40 años y que siga disminuyendo en las regiones en desarrollo, donde se ha pasado de seis niños por mujer en 1950 a 2,7 en estos momentos.

La mortalidad disminuye, pero con grandes diferencias entre los países en desarrollo: en Hong Kong, Macao o Singapur la esperanza de vida es superior a los 80 años mientras que en Afganistán y Zimbabue no supera los 45.
Y en algunos países africanos la presencia del VIH implica elevadísimas tasas de mortalidad infantil.
Casi todos los países desarrollados tienen una esperanza de vida de más de 70 años (salvo algunos Estados del Este de Europa como Ucrania o Rusia).
La diferencia en años de vida entre nacer en uno de ellos o en uno de los menos desarrollados del mundo es de 21 años.
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