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domingo, 16 de maio de 2010

A ROSA


Os Filhos e os limites
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Jaime Barylko

Como fazer para que uma rosa seja tua rosa.
O Pequeno Príncipe tem uma rosa na mão. Agora se da conta de que essa rosa, que era como todas as rosas; não é como todas as rosas. Porque essa rosa se acomodou a sua mão e sua mão a essa rosa, e assim é como se pertencem reciprocamente. Domesticou-se, se domesticaram um ao outro.

Logo a raposa se despede e expressa: «Adeus. Eis aqui meu segredo. É muito simples: não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível aos olhos.»

E que é o essencial? «O tempo que perdeste por tua rosa faz que tua rosa seja tão importante.»
A lição conclui com esta cima da reflexão:
«Os homens tem se olvidado esta verdade - diz a raposa-. Porém você não deve olvidar-la. És responsável para sempre do que tem domesticado. És responsável de tua rosa...»

Uma relação é um laço, é uma dependência. Um amor é uma responsabilidade. E o que cresce entre nós, desse modo, não é visível aos olhos; somente o coração o percebe. Amo-te porque és você, esse você que se modelou no nós, como este eu. Não é o amor esse jato quente de sentimento que brota da alma. Em todo caso essa efusão mística e cósmica do amor está dentro do laço, expresso por ele, manifestada na conduta de responsabilidade recíproca pelo fazer-nos recíprocos.

Não és meu filho porque eu te tenha procriado. És meu filho porque logo de haver nascido se foi fazendo, me foste fazendo, nos fizemos na relação pai-filho, filho-pai, nos enlaçamos.

Buber dizia: «Quando se sabe por que se ama, é que já não se ama». O coração não sabe; sente, vibra, porque está implicado no coração do outro a través da vida convivida.

A liberdade, filho meu, amadurece e produz o fruto duma eleição. Escolher é responder pelo escolhido. Quando liberdade, eleição e responsabilidade coincidem, se dá isso que os poetas chamam felicidade.


O caminho demarcado orienta tua liberdade, não a submete. A rota delineada, demarcada, é uma ordem. O laço, a relação, a mais aprofundada, é um ordenamento recíproco. Espero-te, me chamas, nos encontramos. Vamo-nos armando em nossas próprias, íntimas e privadas rotinas, é dizer códigos rituais, para poder expressar justamente isso que é invisível aos olhos.

Da mesma maneira, a rota não há de ser rota a menos que esteja demarcada com raias visíveis aos costados, com sinais, com placas indicadoras. Todo isto te orienta, não te força. Dá lugar à liberdade. Logo escolhes o objetivo, o caminho dentro da rota, a velocidade, a música, o silêncio. Nem sabes que escolherás, com precisão. Tens uma idéia, uma vaga idéia, porém não pode prever as ocorrências, isso que lhe sai ao encontro e o desvia da idéia primeira. É a aventura.

Esta é a realidade: aventura e ordem, ordem e aventura, que dizia o poeta Apollinaire. A aventura é o criativo, o imprevisto, porém a ordem a suporta. A aventura é um quadro de Dalí. Não obstante, o gênio tinha uma ordem, uma disciplina, limites e regras para pintar, e para despregar, sobre esse sustento, sua fantasia onírica e surrealista.


Sistema, poeta, sistema. Querer é uma aventura, é ter medo de perder, de ser perdido. A aventura sucede aqui entre nós, nos passos mais cotidianos. Não há que ir à selva nem internar-se em territórios desconhecidos. Para que? Conheces algo mais desconhecido que eu, que eu e você, que você, eu, nossos filhos? Conheces uma aventura maior que um encontro, ainda com pessoas conhecidas, e no qual, aparentemente, nada novo há de acontecer?

A ordem é o das normas, as fronteiras, os limites; a ordem é o sistema das idéias e das crenças em que uma sociedade cresce e sobre as quais opera em quanto aos fins da existência.
Ortega, não cansou de citar-lo, ensinava que não há tela genial que não esteja moldurada. A moldura não vale nada, porém sem ela a tela não pode ser exibida, desfrutada.

—Os limites, filho meu, as normas de conduta, não são o essencial, porém é aquilo sem importância, como a moldura, que permite que o essencial, tua criatividade, possa patentizar-se.

A ordem é o modo, estilo, maneira, costumes, que manejaremos para concordar nosso desejado encontro — ir ao cinema, por exemplo — e para conduzir-nos durante o encontro. Logo, tudo o que aconteça no encontro é aventura, espontaneidade pura. Aventura, graças à ordem. Ordem é há tal hora há recreios no colégio. Aventura, o que aconteça entre as crianças durante o recreio.

Há ordem na ciência, há ordem na religião, há ordem de composição e de combinação de cores, tonalidades, sombras, línnhas no mundo das artes plásticas, há ordem na aprendizagem das teclas do piano.

Sobre essa ordem se constrói a aventura que é a criatividade, a fluência das potências dissidentes que há em cada qual. Frente à ordem clássica compôs Schoenberg uma nova ordem, a revolução de seu sistema dodecafônico. Sobre a ordem clássica, produziram os cubistas a revolução de seus delírios formosos.

Porém há algo que segue conectando, a pesar de todas as rupturas com o passado, a Dalí com Leonardo, a Leonardo com Giotto, a Giotto com os que decoraram as cavernas de Altamira.
Isso permite justamente a continuidade e que se possa falar de arte como de algo trans-pessoal que inclui a todas as pessoas, gêneros, subversões e que, embora, está mais além delas, porque todas elas, ainda em sua maior subversão e rebeldia, estão sujeitas a essa ordem e a usam, se a usam, para atingir seus objetivos iconoclastas.

—Estes são os limites, filho meu. Em tua vida privada, em tuas relações humanas, no estudo, no trabalho, na rua, em tua casa, no estrangeiro, com tua noiva, com o homem que viaja a teu lado no ônibus. E essa ordem termina sendo sempre ordem moral é dizer constituição duns costumes (mores em latim significa costumes e de aí o termo «moral») adotada por um grupo social, por um setor da humanidade, neste caso nós, os de Ocidente, e que reflete nossas crenças, nossos valores. Incluso, cabe recordar, algo tão livre como a poesia necessita de uma ordem, dum sistema, como dizia Leon Felipe: «Sistema, poeta, sistema. Começa por contar as pedras, logo contarás as estrelas.»



Los Hijos y los límites
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Jaime Barylko

Cómo hacer para que una rosa sea tu rosa.
El Principito tiene una rosa en la mano. Ahora se da cuenta de que esa rosa, que era como todas las rosas, no es como todas las rosas. Porque esa rosa se acomodó a su mano y su mano a esa rosa, y así es como se pertenecen recíprocamente. Se domesticó, se domesticaron el uno al otro.

Luego el zorro se despide y expresa: «Adiós. He aquí mi secreto. Es muy simple: no se ve bien sino con el corazón. Lo esencial es invisible a los ojos.»

¿Y qué es lo esencial? «El tiempo que perdiste por tu rosa hace que tu rosa sea tan importante.»
La lección concluye con esta cima de la reflexión:
«Los hombres han olvidado esta verdad -dijo el zorro-. Pero tú no debes olvidarla. Eres responsable para siempre de lo que has domesticado. Eres responsable de tu rosa...»

Una relación es un lazo, es una dependencia. Un amor es una responsabilidad. Y lo que crece entre nosotros, de ese modo, no es visible a los ojos; solamente el corazón lo percibe. Te amo porque eres tú, ese tú que se modeló en el nosotros, como este yo. No es el amor ese chorro caliente de sentimiento que brota del alma. En todo caso esa efusión mística y cósmica del amor está dentro del lazo, expresada por él, manifestada en la conducta de responsabilidad recíproca por el hacernos recíprocos.

No eres mi hijo porque yo te haya procreado. Eres mi hijo porque luego de haber nacido te fui haciendo, me fuiste haciendo, nos hicimos en la relación padre-hijo, hijo-padre, nos enlazamos.

Buber decía: «Cuando se sabe por qué se ama, es que ya no se ama». El corazón no sabe; siente, vibra, porque está implicado en el corazón del otro a través de la vida convivida.

La libertad, hijo mío, madura y produce el fruto de una elección. Elegir es responder por lo elegido. Cuando libertad, elección y responsabilidad coinciden, se da eso que los poetas llaman felicidad.


El camino demarcado orienta tu libertad, no la doblega. La ruta delineada, demarcada, es un orden. El lazo, la relación, la más profunda, es un ordenamiento recíproco. Te espero, me llamas, nos encontramos. Nos vamos armando en nuestras propias e íntimas y privadas rutinas, es decir códigos rituales, para poder expresar justamente eso que es invisible a los ojos.

De la misma manera, la ruta no ha de ser ruta a menos que esté demarcada con rayas visibles a los costados, con señales, con carteles indicadores. Todo ello te orienta, no te fuerza. Da lugar a la libertad. Luego eliges el objetivo, el camino dentro de la ruta, la velocidad, la música, el silencio. Ni sabes qué elegirás, con precisión. Tienes una idea, una vaga idea, pero no puedes prever las ocurrencias, eso que le sale a uno al encuentro y lo desvía de la idea primigenia. Es la aventura.

Esta es la realidad: aventura y orden, orden y aventura, que decía el poeta Apollinaire. La aventura es lo creativo, lo impredecible, pero el orden la sostiene. La aventura es un cuadro de Dalí. No obstante, el genio tenía un orden, una disciplina, límites y reglas para pintar, y para desplegar, sobre ese sustento, su fantasía onírica y surrealista.


Sistema, poeta, sistema. Querer es una aventura, es tener miedo de perder, de ser perdido. La aventura sucede aquí entre nosotros, en los pasos más cotidianos. No hay que ir a la selva ni internarse en territorios desconocidos. ¿Para qué? ¿Conoces algo más desconocido que yo, que yo y tú, que tú, yo, nuestros hijos? ¿Conoces una aventura mayor que un encuentro, aún con gente conocida, y en el cual, aparentemente, nada nuevo ha de suceder?

El orden es el de las normas, las fronteras, los límites; el orden es el sistema de las ideas y de las creencias en que una sociedad crece y sobre las cuales opera en cuanto a los fines de la existencia.
Ortega, no me canso de citarlo, enseñaba que no hay tela genial que no esté enmarcada. El marco no vale nada, pero sin él la tela no puede ser exhibida, disfrutada.

—Los límites, hijo mío, las normas de conducta, no son lo esencial, pero son aquello intrascendente, como el marco, que permite que lo esencial, tu creatividad, pueda patentizarse.

El orden es el modo, estilo, manera, costumbres, que manejaremos para concordar nuestro deseado encuentro —ir al cine, por ejemplo— y para conducirnos durante el encuentro. Luego, todo lo que suceda en el encuentro es aventura, espontaneidad pura. Aventura, gracias al orden. Orden es a tal hora hay recreos en el colegio. Aventura, lo que suceda entre los niños durante el recreo.

Hay orden en la ciencia, hay orden en la religión, hay orden de composición y de combinación de colores, tonalidades, sombras, líneas en el mundo de las artes plásticas, hay orden en el aprendizaje de las teclas del piano.

Sobre ese orden se construye la aventura que es la creatividad, la fluencia de las potencias disidentes que hay en cada cual. Frente al orden clásico compuso Schoenberg un nuevo orden, la revolución de su sistema dodecafónico. Sobre el orden clásico, produjeron los cubistas la revolución de sus delirios hermosos.

Pero hay algo que sigue conectando, a pesar de todas las rupturas con el pasado, a Dalí con Leonardo, a Leonardo con el Giotto, a Giotto con los que decoraron las cuevas de Altamira.
Eso permite justamente la continuidad y que se pueda hablar de arte como de algo transpersonal que incluye a todas las personas, géneros, subversiones y que, sin embargo, está más allá de ellas, porque todas ellas, aun en su mayor subversión y rebeldía, están sujetas a ese orden y lo usan, si lo usan, para lograr sus objetivos iconoclastas.

—Esos son los límites, hijo mío. En tu vida privada, en tus relaciones humanas, en el estudio, en el trabajo, en la calle, en tu casa, en el extranjero, con tu novia, con el hombre que viaja a tu lado en el colectivo. Y ese orden termina siendo siempre orden moral, es decir constitución de unas costumbres (mores en latín significa costumbres y de ahí el término «moral») adoptadas por un grupo social, por un sector de la humanidad, en este caso nosotros, los de Occidente, y que refleja nuestras creencias, nuestros valores. Incluso, cabe recordar, algo tan libre como la poesía necesita de un orden, de un sistema, como decía León Felipe: «Sistema, poeta, sistema. Empieza por contar las piedras, luego contarás las estrellas.»
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