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terça-feira, 4 de maio de 2010


O Caminho do Encontro
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Jorge Bucay


A Família como trampolim

A casa onde viveu a criança que foi e as pessoas que compartilharam minha vida familiar foram o trampolim para minha vida adulta. A família sempre é um trampolim e em algum momento temos que plantar-nos aí e pular ao mundo de todos os dias. Se ao pular do trampolim fico pendurado, dependo, e finalmente nunca faço minha viagem.
Que bom seria se animar a pular do trampolim duma maneira espetacular! Isto é possível se o trampolim é saudável. Se a relação familiar é sadia. Se o casal de Pais é tolerante.
Este trampolim tem quatro pilares fundamentais. Tão fundamentais que se não são sólidos, toda criança que caminhe por ele vai cair.
O primeiro pilar é o amor
Um filho que não se sentiu amado por seus pais tem uma história grave: ser-lhe-á muito difícil chegar a amar a si mesmo. O amor por um mesmo se aprende do amor que um recebe dos pais. Não quer dizer que não se possa aprender em outro lado, só que este é o melhor lugar onde se aprende. Por suposto que ademais uma criança que não há sido amada não pode amar, e se isto acontecera... Para que sairia a encontrar-se com os outros?
O trampolim que não tem este pilar é perigoso. É difícil caminhar por ele. É um trampolim instável.
O segundo pilar é a valorização
Se a família não teve um bom caudal de autovalorização, se os pais se julgavam a si mesmo como pouca coisa, então o filho também se sente pouca coisa. Se vem duma casa onde não o valorizem, a este lhe custa muito valorizar-se. A casa com um bom nível de auto-estima tem trampolins adequados. Diz Virginia Satir: “Nas boas famílias a panela da auto-estima da casa está cheia”. Quer dizer: os pais acreditam que são pessoas valiosas, acreditam que os filhos são valiosos, o pai acredita que a mãe é valiosa, a mãe acredita que o pai é valioso, pai e mãe acreditam que sua família é valiosa e ambos estão orgulhosos do grupo que armaram.
Quando um filho chega a casa e diz: “Que bonita é esta família!”, aí sabemos que o trampolim está inteiro. Quando o filho chega a casa e diz: “Posso ir viver com a tia Margarida?”... estamos com problemas. Quando um pai diz a um filho: “Porque não vais viver com a tia Margarida?”, também algo complicado está acontecendo.
O terceiro pilar são as normas
As normas devem existir com a só condição de não ser rígidas, senão flexíveis, elásticas, questionáveis, discutíveis e negociáveis. Porém tem que estar. Assim como acredito que as regras numa família estão para ser violadas e que será nosso compromisso criar novas, acredito também que este processo deve apoiar-se num tempo onde se tenha apreendido a amadurecer num entorno seguro e protegido. Este é o entorno da família. As normas são o marco de seguridade e previsibilidade necessárias para meu desenvolvimento. Uma casa sem normas gera um trampolim onde o filho não pode plantar-se para pular.
O último pilar é a comunicação
Para que o pulo seja possível, é necessária uma comunicação honesta e permanente. Nenhum tema tem sido mais tratado pelos livros de psicologia como o da comunicação. Leiam todos juntos, o discutam com seus filhos, falem entre todos com a televisão desligada... Esta é uma maneira de fortalecer a comunicação, porém não é a mais importante. A fundamental é aquela que começa com as perguntas ditas desde o coração: Como está você? Como passou o dia? Quer que falemos?...
E sobre este pilar, exclusivamente sobre este pilar, se apóia a possibilidade de reparar os demais pilares.
Amor, valorização, normas e comunicação: sobre este trampolim o filho pula a sua vida para percorrer, primeiro, o caminho da auto- dependência e logo, o caminho do encontro com os outros.
Pensem em suas casas... Que pilares estavam firmes? Quais um pouco frouxos? Quais faltaram?
E uma vez pulado o trampolim, como filho devo saber que minha vida depende agora de mim: sou responsável do que faço, libero a meus pais de todo compromisso que não seja o afetivo, de toda obrigação e de toda divida que acreditara ter com eles. Conservarão seu amor por mim, mas não suas obrigações. Afirmo isto com absoluta consciência do que falo. Todo o que um pai ou uma mãe queiram dar a seus filhos depois que estes sejam adultos, será parte de sua decisão de dá-lo, mas nunca de sua obrigação. Por suposto, antes do fim da adolescência estamos obrigados para com nossos filhos, aí não é um tema de decisão.
Se perguntarem a minha mãe como está composta sua família, seguramente dirá: “Minha família está composta por meu marido, meus dois filhos, minhas duas noras e meus três netos”. Se me perguntam a mim como está composta minha família, eu digo: “Minha esposa e meus dois filhos”, não digo: “Minha esposa, meus dois filhos, minha mãe e meu pai”. Isto não quer dizer que minha mãe não seja de minha família, ou que eu não a queira. Minha mãe continua querendo que a família sejam todos, e tem razão. Porém é diferente para ela que para mim.
Como pai tenho que saber que o trampolim deve estar pronto para a partida de meus filhos, porque o encontro com eles é o encontro até o trampolim. Logo haverá que construir novos encontros, sem obrigações nem obediências, encontros apoiados somente na liberdade e no amor. Quando um filho se volve grande, nós pais temos que assumir o último parto.
Fazemos vários partos com os filhos. Um quando a criança nasce outro quando vai ao colégio primário e deixa a casa, outro quando vai por primeira vez de acampamento e dorme fora da casa, outro quando tem seu primeiro noivo ou noiva, outro quando se gradua no colégio secundário, e o último quando termina sua adolescência ou decide deixar definitivamente a casa paterna.
No último parto, finalmente lhe damos a nosso filho a patente de adulto. Assumimos que é independente, que não tem que pedir permissão para fazer o que se lhe dê a vontade.
Em algum momento, lhe damos o último empurrão que eu chamo o último puxão, lhe desejamos o melhor e, a partir de aí lhe delegamos o mando: Ficas a cargo de você mesmo, ficas a cargo de como vai, ficas a cargo de dar-lhe de comer a tua família, ficas a cargo de pagar o colégio de teus filhos, ficas a cargo de todo o que queiras para você e para tua família, e no que não possas fazer-te cargo, renuncia.



El Camino del Encuentro________________________________________
Jorge Bucay


La Familia como trampolín

La casa donde vivió el niño que fui y las personas con las que compartí mi vida familiar fueron el trampolín hacia mi vida adulta. La familia siempre es un trampolín y en algún momento tenemos que plantarnos allí y saltar al mundo de todos los días. Si al saltar del trampolín me quedo colgado, dependo, y finalmente nunca hago mi viaje.

¡Qué bueno sería animarse a saltar del trampolín de una manera espectacular! Esto es posible si el trampolín es saludable. Si la relación familiar es sana. Si la pareja de Padres es soportativa.

Este trampolín tiene cuatro pilares fundamentales. Tan fundamentales que si no son sólidos, todo chico que camine por él va a caerse.

El primer pilar es el amor
Un hijo que no se ha sentido amado por sus padres tiene una historia grave: le será muy difícil llegar a amarse a si mismo. El amor por uno mismo se aprende del amor que uno recibe de los padres. No quiere decir que no se pueda aprender en otro lado, sólo que éste es el mejor lugar donde se aprende. Por supuesto que además un niño que no ha sido amado no puede amar, y si esto sucediera ¿para qué saldría a encontrarse con los otros?

El trampolín que no tiene este pilar es peligroso. Es difícil caminar por él. Es un trampolín inestable.

El segundo pilar es la valoración
Si la familia no ha tenido un buen caudal de autovaloración, si los padres se juzgaban a si mismo como poca cosa, entonces el hijo también se siente poca cosa. Si uno viene de una casa donde no se lo valora, a uno le cuesta mucho valorarse. Las casas con un buen nivel de autoestima tienen trampolines adecuados. Dice Virginia Satir: “En las buenas familias la olla de autoestima de la casa está llena”. Quiere decir: los papás creen que son personas valiosas, creen que los hijos son valiosos, papá cree que mamá es valiosa, mamá cree que papá es valioso, papá y mamá creen que su familia es valiosa y ambos están orgullosos del grupo que armaron.

Cuando un hijo llega a la casa y dice: “¡Que linda es esta familia!”, ahí sabemos que el trampolín está entero. Cuando el chico llega a la casa y dice: “¿Me puedo ir a vivir a lo de la tía Margarita?”... estamos en problemas. Cuando un padre le dice a un hijo: “¿Por qué no te vas a vivir con la tía Margarita?”, también algo complicado está pasando.

El tercer pilar son las normas
Las normas deben existir con la sola condición de no ser rígidas, sino flexibles, elásticas, cuestionables, discutibles y negociables. Pero tienen que estar. Así como creo que las reglas en una familia están para ser violadas y que será nuestro compromiso crear nuevas, creo también que este proceso debe apoyarse en un tiempo donde se haya aprendido a madurar en un entorno seguro y protegido. Este es el entorno de la familia. Las normas son el marco de seguridad y previsibilidad necesario para mi desarrollo. Una casa sin normas genera un trampolín donde el hijo no puede plantarse para saltar.

El último pilar es la comunicación
Para que el salto sea posible, es necesaria una comunicación honesta y permanente. Ningún tema ha sido más tratado por los libros de psicología como el de la comunicación. Léanlos en pareja, discútanlo con sus hijos, chárlenlos entre todos con el televisor apagado... Ésta es una manera de fortalecer la comunicación, pero no es la más importante. La fundamental es aquella que empieza con las preguntas dichas desde el corazón: ¿Cómo estás? ¿Cómo pasaste el día? ¿Querés que charlemos?...

Y sobre este pilar, exclusivamente sobre este pilar, se apoya la posibilidad de reparar los demás pilares.

Amor, valoración, normas y comunicación: sobre este trampolín el hijo salta a su vida para recorrer, primero, el camino de la autodependencia y luego, el camino del encuentro con los otros.

Piensen en sus casas... ¿Qué pilares estaban firmes? ¿Cuáles un poco flojos? ¿Cuáles faltaron?

Y una vez saltado el trampolín, como hijo debo saber que mi vida depende ahora de mi: soy responsable de lo que hago, libero a mis padres de todo compromiso que no sea el afectivo, de toda obligación y de toda deuda que crea tener con ellos. Conservarán su amor por mi, pero no sus obligaciones. Afirmo esto con absoluta conciencia de lo que digo. Todo lo que un papá o una mamá quieran dar a sus hijos después que éstos sean adultos, será parte de su decisión de dárselo, pero nunca de su obligación. Por supuesto, antes del fin de la adolescencia estamos obligados para con nuestros hijos, allí no es un tema de decisión.

Si le preguntan a mi mamá cómo está compuesta su familia, seguramente dirá: “Mi familia está compuesta por mi marido, mis dos hijos, mis dos nueras y mis tres nietos”. Si me preguntan a mi cómo está compuesta mi familia, yo digo: “Mi esposa y mis dos hijos”, no digo: “Mi esposa, mis dos hijos, mi mamá y mi papá”. Esto no quiere decir que mi mamá no sea de mi familia, o que yo no la quiera. Mi mamá sigue queriendo que la familia seamos todos, y tiene razón. Pero es diferente para ella que para mi.

Como padre debo saber que el trampolín debe estar listo para la partida de mis hijos, porque el encuentro con ellos es el encuentro hasta el trampolín. Luego habrá que construir nuevos encuentros, sin obligaciones ni obediencias, encuentros apoyados solamente en la libertad y en el amor. Cuando un hijo se vuelve grande, los padres tenemos que asumir el último parto.

Hacemos varios partos con los hijos. Uno cuando el chico nace, otro cuando va al colegio primario y deja la casa, otro cuando se va por primera vez de campamento y duerme fuera de la casa, otro cuando tiene su primer novio o novia, otro cuando se recibe en el colegio secundario, y el último cuando termina su adolescencia o decide dejar definitivamente la casa paterna.

En el último parto, finalmente le damos a nuestro hijo la patente de adulto. Asumimos que es autodependiente, que no tiene que pedirnos permiso para hacer lo que se le de la gana.

En algún momento, le damos el último empujoncito que yo llamo el último pujo, le deseamos lo mejor y, a partir de allí le delegamos el mando: Quedás a cargo de vos mismo, quedás a cargo de cómo te vaya, quedás a cargo de darle de comer a tu familia, quedás a cargo de pagar el colegio de tus hijos, quedás a cargo de todo lo que quieras para vos y para los tuyos, y en lo que no puedas hacerte cargo, renunciá.
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