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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CONSTELAÇÕES FAMILIARES

Entrevista a Bert Hellinger,

Criador da psicoterapia de constelações familiares

Por Victor M. Amela.- 15/10/2009

"Se tens a tua mãe bem integrada em ti, brilharás!"

Bert Hellinger.

Tenho 83 anos. Nasci na Alemanha, e aí vivo. Viajo por todo o mundo para dirigir oficinas de constelações familiares. Estou casado. Não tenho filhos. Não falo de minhas idéias políticas nem de minhas crenças: em que poderia ser útil isso a alguém?

BH.: A mãe é a conexão à vida

P.- Que se lembra de sua mãe?

BH.: Pode informar-me antes sobre que assuntos lhe interessam tratar nesta entrevista?

P.-De sua psicoterapia. Mas, antes, um pouco de sua vida.

BH.- Minha vida? Melhor falar de assuntos úteis para seus leitores, mais que de circunstancias de minha biografia.

P.- De acordo, mas acredito que conhecer sua vida pode ajudar a entender seu método. ...

P.- Que se lembra de sua juventude durante o nazismo? ...

P.- Tenho lido que o catolicismo de seus pais lhe blindou daquela barbárie.

BH.- Proponha um tema, e centremo-nos nisso.

P.- De acordo: a mãe. Sustem que a figura materna molda nossa psique.

BH.- A mãe está no fundamento da nossa felicidade!

BH.- Se estiveres em boa conexão com tua mãe, brilharás.

P.- Brilharás?

BH.- Se um tem bem integrado psiquicamente a sua mãe, irradiará alegria, a gente o amará, triunfará em sua vida, brilhará...

P.- Pois por isso lhe pergunto por sua mãe.

BH.-Se amarmos a nossos pais tal como são, se dizemos "sim" ao que são e, sobre todo, se estamos contentos de que nos parira nossa mãe, brilharemos de felicidade!

P.- Você foi sacerdote católico, missioneiro entre os zulus durante 16 anos... ...

P.- Que apreendeu aí?

BH.- Jamais vi uma criança zulu desrespeitosa com seus pais, com os mais velhos, seus antepassados... Seria inconcebível para um zulu falar mal de seus pais!

P.- Deixou você o sacerdócio católico ao fazer-lhe alguém certa pergunta... ...

"Que é mais importante para você: teus ideais ou as pessoas?", lhe perguntaram.

Refletiu e regressou a Europa faz 30 anos para formar-se em psicoterapia.

BH.- Não falo de mim: não é tema. Pergunte-me algo que seja útil aos que leiam isto, por favor.

P.- Ideou um método psicoterapêutico: as constelações familiares. Que é isso?

BH.- Está disposto a escutar coisas que possam parecer algo esquisitas?

P.- Não será a primeira vez, não tema.

BH.- Quando alguém tem um bloqueio, um conflito, um nó, e quer abordar-lo para resolver-lo, eu o coloco no cenário do talher de psicoterapia, ou bem coloco a alguém dos presentes para que lhe represente...

P.- Embora não se conheçam entre eles?

BH.- Embora não se conheçam, nem ainda o representante saiba nada do representado.

P.- E o que sucede então?

BH.-Que o representante faz algo, olha à algum lado, se move... Se olhas ao chão, está vendo a alguém morto, quer morrer... Coloca aí a outra pessoa que represente ao morto. Os movimentos se sucedem e vão expressando o conflito...

P.- Que mecanismo está operando aí?

BH.- Não busque explicação científica. O certo é que aí se manifestam as forças que nos transpassam. A cada representante lhe invadem as emoções dos representados, o conflito se manifesta nesses movimentos imprevisíveis.

P.- E que papel desempenha você?

BH.- Nenhum. Só sento e observo o que sucede. A figura da mãe é representada sempre em algum momento. Não necessito perguntar, só vejo que passa. No caso de pessoas com fracassos em sua vida pessoal e profissional, sempre é o mesmo: desconexão com a mãe!

P.- Sim?

P.- E pode isso reparar-se?

BH.- Pode. Freqüentemente se reencontra com a mãe, se abraçam, respiram fundo... Têm-se re-conectado! Esses movimentos têm unido o que estava separado.

P.- Nossos fracassos e infelicidade vêm de excisões com a mãe?

BH.- Sim. Muitos empresários fracassam porque reproduzem com sua empresa a mesma relação de rejeição que mantém com a mãe.

P.- E que pinta o pai em tudo isto?

BH.- A mãe nos conecta à vida e o pai nos conduz à vida social.

P.- Que passa com o recém nascido cujos pais se separam?

BH.- Se os pais acordam seguir desempenhando suas respectivas funções de pai e mãe, nada grave.

P.- E se a mãe menospreza a figura do pai ante o filho?

BH.- Se uma mãe menospreza a ou furta a figura do pai, incapacita a seus filhos para o êxito social e semeia em seus filhos uma raiva... que, um dia eles lhe devolverão.

P.- Porque existe hoje tanta criança tirana?

BH.- Tem visto a um menino de dois anos agressivo?: Há absorvido a raiva que sua mãe não assumiu por um aborto... Às vezes o menino capta que papai ou mamãe não quer viver, e é agressivo para atrair sua atenção para a vida.

P.- Porque tantas mulheres assassinadas?

BH.- Vítimas dos homens por centúrias, as mulheres hoje miram aos homens com raiva acumulada... e alguns homens reagem criminalmente a essa mirada.

P.- Aconselhe a uma garota a ponto de parir.

BH.- Desejas parir de verdade? Ou só que te tirem ao neném sem te dar conta? Anestesia e cesárea furtam ao neném sua primeira oportunidade de lutar e sua grande ocasião de obter uma vitoria nesta vida. Poderá uma criatura com este começo impor-se logo na vida e triunfar? Difícil, difícil...

Apontes de Constelações Familiares:

O bom e o mau. Quem é quem?

Há mandatos sociais. Há, em teoria, coisas que se devem fazer e outras que NÃO se devem fazer. Estão os chamados bons e os chamados maus. Estão os que recebem aplausos e os que são sinalados pelos demais. Minha pergunta é: Quem tem a razão? Outra pergunta: Quem é o bom e quem é o mau?

Graças ao trabalho e ao aprendizado que tenho tido a sorte de ver e ter com Constelações Familiares, cada vez me paro menos a pensar nos bons ou os maus das histórias. Cada vez há menos juízos ante o que faz um ou outro. Cada vez há menos pessoas marcadas.

Trato de contemplar cada história com olhos bem abertos e sem deixar-me de maravilhar do grande que é o balanço e a compensação em cada grupo, e de como se cumpre uma e outra vez, especialmente, quando alguém fica excluído da família.

Do lado do “mau”

Quando me contam uma história de alguém “mau”, uma pessoa que se comporta “mal”, uma pessoa que faz “o pior”, um ser humano que “se sai do estabelecido”, meu primeiro pensamento é: A que pessoa de sua família estará representando? Com quem estará embrulhado? De onde provém este suposto mal?

Neste ponto me lembro de Carola Castillo, quem em nossa formação costumava dizer-nos algo assim como que quando lhe mostravam ao bom e ao mau, ela se sentava ao lado do mau, pois quiçá os supostos bons eram mais numerosos e quiçá fazia falta alguém que se sentara junto ao suposto mau, o olhara e lhe dera um lugar.

E é o que regularmente, fazemos com os maus? Os excluímos, os sacamos de nossa vida, os execramos da família, lhes deixamos de falar. E aí começa ou segue o desequilíbrio, dependendo da história.

Por exemplo, se vemos a dois irmãos: um deles trabalha, estuda, é responsável, não se mete com ninguém. O outro é alcoólatra, enfermo, quiçá rouba ou é adicto. Quem é o bom? Resposta rápida: o que não se mete com ninguém. Quiçá o outro seja o excluído, sinalado, execrado, porque é o mau.

Na teoria de Constelações Familiares, quando se trata dos irmãos, se diz que entre eles, sem importar a quantidade, se reparte (por assim dizer-lo), os temas da família, tanto os bons como os menos bons. Sem embargo, pode passar que um deles, geralmente o maior, tome uma maior carga dos problemas; desta maneira, os outros irmãos quedam com menos carga, mais leves.

O anterior, ainda soe estranho, termina sendo um ato de amor, de lealdade. “Por ti, irmão e por minha família, tomo esta carga. Deixo mais leve você, mais livre”. “O tomo eu antes que o tome você”, seriam as palavras do irmão maior.

Com esta mirada e tomando o caso anterior, vale perguntar-se de novo: Quem é o bom e quem é o mau? Quem o faz melhor e quem o faz pior? Quem paga o preço mais alto?

Olhar, assentir e honrar

Baixo esta perspectiva e com o exemplo anterior, há dois aspectos importantes a tomar em conta.

O primeiro, que o irmão “bom”, possa mirar e reconhecer a seu irmão “mau”. Que possa assentir, ainda sendo doloroso, a esse destino. Que possa mirar que graças a esta carga, ele está um pouco melhor. Às vezes é difícil, especialmente, quando há medo, dor, raiva e incluso pode haver uma pergunta intrínseca: Que acontece que eu estou “bem” e meu irmão estão “mal”.

Pode também se dar o seguinte pensamento: “Eu quero que meu irmão esteja bem”. E detrás desta frase há um desrespeito ao destino do outro. Não se reconhece sua carga e se lhe critica. É paradoxal e é o que sinala a teoria de Constelações Familiares.

A mirada que brinda solução entre estes dois irmãos é que o que está “bem” possa mirar e honrar o seu “irmão mau”, que possa assentir a seu destino. “Irmão, agora posso mirar-te e posso mirar o que fazes por mim. Honro teu destino, com amor e dor. E farei o melhor que possa com minha vida. Graças por tomar esta carga por mim e por nossa família”, puderam ser suas palavras de resolução.

Com esta resolução, não só pode trocar a relação entre estes dois irmãos, senão também pode evitar as repetições nas seguintes gerações.

Sair do embrulho

Pessoalmente, acredito que assentir ao destino dum ser amado pode ser difícil e incluso doloroso, especialmente tratando-se dum destino com mais carga. Como assentir ao câncer dum familiar? Como dizer SIM a um acidente dum ser querido? Como honrar o destino dum adicto ao que amo?

O anterior requeira de força, de valentia, de dignidade. É um desafio à arrogância, a nossa necessidade de querer cambiar o que lhe sucede ao outro e só olhar-lo sem intenção.

Agora bem, como dizia ao princípio deste texto, ao olhar um caso de vítimas e perpetradores, trato de observar quem falta e a quem poderia estar representando o cliente o que pode estar olhando o que os demais membros de sua família não vêem.

Imaginemos o mesmo “irmão mau”, o que está enfermo, é adicto ou alcoólatra. Este poderia estar imitando o destino de um perpetrador de sua família ou poderia estar fazendo acerto por uma vítima de sua família que foi excluída pela dor.

Uma solução possível para o sistema está em trazer à constelação uma vítima e seu perpetrador da família com a que trabalhamos. Sem importar necessariamente a geração com a que trabalhemos, ou se temos a informação exata do que sucedeu nessa família.

Só quando a vítima e seu perpetrador possam encontrar-se, o sistema terá um pouco mais de paz. E esta pessoa, embrulhada em seu sistema, terá um pouco mais de liberdade para escolher o que decida desde outro lugar, com menos carga.

“Agora posso mirar-los. Junto em meu coração e em minha alma a todas as vítimas e perpetradores de meu sistema. Não posso fazer nada por vocês, é muita carga para mim. Por favor, olhem com carinho se o faço diferente a vocês, se deixo de ser o perpetrador ou a vítima, se sou um pouco feliz. Por favor.”

Cada família é perfeita. Cada qual faz o melhor que pode com seu destino. Às vezes a carga é mais pesada, às vezes mais leve. E sempre estamos unidos aos nossos, mais além de quem seja o bom ou o mau. Todos cabem. Todos têm um lugar.

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"O crescimento da população faminta é intolerável. Temos os meios econômicos e técnicos para fazer desaparecer a fome. O que falta é uma vontade política mais forte para erradicar-la"

Jacques Diouf – Diretor da FAO. -

ALIMENTAÇÃO: Crise econômica mundial, um golpe no estômago

Por Eli Clifton

Crédito: Julio Angulo/IPS

WASHINGTON, 16 oct (IPS) - A crise econômica global agravou a fome e a desnutrição nos países mais pobres, com dramáticas conseqüências para a seguridade internacional e a estabilidade política, segundo os informes conhecidos esta sexta feira, Dia Mundial da Alimentação.

Mais de 1.000 milhões de pessoas sofrem fome crônica em todo o mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e o Programa Mundial de Alimentos (PMA).

A cifra inclui a 643 milhões de pessoas em Ásia do Pacífico, 265 milhões em América Latina e o Caribe, 42 milhões em Meio Oriente e África septentrional mais 15 milhões em países industrializados.

"A conclusão mais comovedora do informe é que mais de 1.000 milhões de pessoas sofrem fome", diz a IPS a porta-voz do PMA Bettina Luescher.

"Isto é incrível e nos tomou de improviso."

A tendência à alça da desnutrição leva um decênio, e se mantém constante tanto no período de baixos preços e prosperidade econômica, a princípios da presente década, como na atual fase de encarecimento e caída do produto bruto, segundo o estudo das agencias da Organização das Nações Unidas (ONU).

Todo isto deixa em evidencia problemas no "sistema mundial de governança da seguridade alimentaria", agrega.

"Os líderes mundiais reagiram à crise financeira e econômica mobilizando exitosamente milhares de milhões de dólares num curto período. Agora se requerem ações igualmente fortes para combater a fome e a pobreza", diz o diretor geral da FAO, Jacques Diouf.

"O crescimento da população faminta é intolerável. Temos os meios econômicos e técnicos para fazer desaparecer a fome. O que falta é uma vontade política mais forte para erradicar-la", agregou.

Diouf chamou a "investir na agricultura dos países em desenvolvimento", a qual resulta "essencial não só para derrotar a fome e a pobreza senão também para assegurar o crescimento econômico, a paz e a estabilidade do mundo".

A FAO destacou que a situação que atualmente afrontam os países mais pobres do mundo se deteriorou ainda mais pela crise econômica.

Populações já vulneráveis á inseguridade alimentaria sofrem cada vez mais dificuldades, dado o encarecimento da comida e a caída das remessas dos emigrantes, do emprego e dos salários.

"Aqueles que têm menos responsabilidade na crise financeira são os mais afetados. Primeiro são golpeados pelos altos preços dos alimentos e logo pela crise", diz Luescher.

Nas últimas duas décadas, se afiançou a integração dos países em desenvolvimento à economia global, o qual aumentou sua vulnerabilidade aos vaivens financeiros.

"As 17 maiores economias latino-americanas, por exemplo, receberam 184.000 milhões de dólares em fluxos financeiros em 2007, cifra que se reduzo a 89.000 milhões em 2008 e que se prevê que volte a cair à metade, a 43.000 milhões, ao cabo de 2009", indica o estudo do PMA.

"Isto implica uma redução do consumo, e para alguns países de baixo ingresso e déficit alimentaria isso significa reduzir as muito necessárias importações de comida, equipamento sanitário e medicamentos", agrega.

Outro informe conhecido esta sexta feira, elaborado pelo não governamental Instituto para a Investigação de Políticas Alimentarias Internacionais (IFPRI, por suas siglas em inglês), constata tendências similares às do estudo da FAO e o PMA, e detalha a situação de regiões e países em seu habitual Índice Global da Fome (IGH).

O relatório destaca o lento avance na tarefa para reduzir a fome, evidente na caída do IGH em apenas um quarto desde 1990, e adverte que a situação em 33 países é "extremamente alarmante".

O IFPRI também detectou avances importante no sudeste asiático, Meio Oriente, África septentrional e América Latina. A incidência da fome segue sendo elevada, em cambio, em Ásia meridional e África subsaariana.

Os países onde se registraram as melhoras mais destacáveis foram Kuwait, Tunísia, Fiji, Malásia e Turquia, e as piores situações em Angola, Etiópia, Gana, Nicarágua e Vietnam.

No lado oposto do espectro se encontram Burundi, Chad, República Democrática do Congo, Eritréia, Etiópia e Serra Leona.

A maioria dos países com IGH mais elevado sofreram guerras ou conflitos violentos que agravaram a pobreza e a inseguridade alimentaria, segundo o IFPRI.

Este informe coincide com da ONU ao sinalar o vínculo entre a crise financeira e a instabilidade alimentaria como um problema complexo.

O IFPRI também enfatizou em que combater a fome mundial é um passo crucial no caminho rumo à equidade de gênero.

A preocupação pela seguridade alimentaria é compartida não só pela ONU e as organizações não governamentais especializadas, senão também por instituições caritativas como a Fundação Bill e Melinda Gates, que investem milhares de milhões de dólares em projetos de saúde pública e desenvolvimento em alguns dos países mais pobres.

"Melinda e eu acreditamos que ajudar aos pequenos agricultores mais pobres para que produzam melhores coletas e logrem aceder aos mercados é a ferramenta mais poderosa para reduzir a fome e a pobreza", diz Bill Gates ao anunciar um projeto de 120 milhões de dólares com esse objetivo.

"A próxima Revolução Verde deve ser mais verde que a anterior", agregou o empresário. "Deve ser guiada pelos pequenos agricultores e adaptada às circunstancias locais, assim como ser ambiental e economicamente sustentável." (FIN/2009)

ALIMENTACIÓN: Crisis económica mundial, un golpe en el estómago

Por Eli Clifton

Crédito: Julio Angulo/IPS

WASHINGTON, 16 oct (IPS) - La crisis económica global agravó el hambre y la desnutrición en los países más pobres, con dramáticas consecuencias para la seguridad internacional y la estabilidad política, según dos informes conocidos este viernes, Día Mundial de la Alimentación.

Más de 1.000 millones de personas sufren hambre crónica en todo el mundo, según la Organización de las Naciones Unidas para la Alimentación y la Agricultura (FAO) y el Programa Mundial de Alimentos (PMA).

La cifra incluye a 643 millones de personas en Asia del Pacífico, 265 millones en América Latina y el Caribe, 42 millones en Medio Oriente y África septentrional y 15 millones en países industrializados.

"La conclusión más conmovedora del informe es que más de 1.000 millones de personas sufren hambre", dijo a IPS la portavoz del PMA Bettina Luescher. "Esto es increíble y nos tomó de improviso."

La tendencia al alza de la desnutrición lleva un decenio, y se mantuvo constante tanto en el periodo de bajos precios y prosperidad económica, a principios de la presente década, como en la actual fase de encarecimiento y caída del producto bruto, según el estudio de las agencias de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

Todo esto deja en evidencia problemas en "el sistema mundial de gobernanza de seguridad alimentaria", agrega.

"Los líderes mundiales reaccionaron a la crisis financiera y económica movilizando exitosamente miles de millones de dólares en un corto periodo. Ahora se requieren acciones igual de fuertes para combatir el hambre y la pobreza", dijo el director general de la FAO, Jacques Diouf.

"El crecimiento de la población hambrienta es intolerable. Tenemos los medios económicos y técnicos para hacer desaparecer el hambre. Lo que falta es una voluntad política más fuerte para erradicarla", agregó.

Diouf llamó a "invertir en la agricultura de los países en desarrollo", la cual resulta "esencial no sólo para derrotar al hambre y la pobreza sino también para asegurar el crecimiento económico, la paz y la estabilidad del mundo".

La FAO destacó que la situación que actualmente afrontan los países más pobres del mundo se deterioró aun más por la crisis económica.

Poblaciones ya vulnerables a la inseguridad alimentaria sufren cada vez más dificultades, dado el encarecimiento de la comida y la caída de las remesas de los emigrantes, del empleo y de los salarios.

"Aquellos que tienen menos responsabilidad en la crisis financiera son los más afectados. Primero son golpeados por los altos precios de los alimentos y luego por la crisis", dijo Luescher.

En las últimas dos décadas, se afianzó la integración de los países en desarrollo a la economía global, lo cual aumentó su vulnerabilidad a los vaivenes financieros.

"Las 17 mayores economías latinoamericanas, por ejemplo, recibieron 184.000 millones de dólares en flujos financieros en 2007, cifra que se redujo a 89.000 millones en 2008 y que se prevé que vuelva a caer a la mitad, a 43.000 millones, al cabo de 2009", indica el estudio del PMA.

"Esto implica una reducción del consumo, y para algunos países de bajo ingreso y déficit alimentario eso significa reducir las muy necesarias importaciones de comida, equipamiento sanitario y medicamentos", agrega.

Otro informe conocido este viernes, elaborado por el no gubernamental Instituto para la Investigación de Políticas Alimentarias Internacionales (IFPRI, por sus siglas en inglés), constata tendencias similares a las del estudio de la FAO y el PMA, y detalla la situación de regiones y países en su habitual Índice Global del Hambre (IGH).

El reporte destaca el lento avance en la tarea para reducir el hambre, evidente en la caída del IGH en apenas un cuarto desde 1990, y advierte que la situación en 33 países es "extremadamente alarmante".

El IFPRI también detectó avances importantes en el sudeste asiático, Medio Oriente, África septentrional y América Latina. La incidencia del hambre sigue siendo elevada, en cambio, en Asia meridional y África subsahariana.

Los países donde se registraron las mejoras más destacables fueron Kuwait, Túnez, Fiji, Malasia y Turquía, y las peores situaciones en Angola, Etiopía, Ghana, Nicaragua y Vietnam.

En el lado opuesto del espectro se ubican Burundi, Chad, República Democrática del Congo, Eritrea, Etiopía y Sierra Leona. La mayoría de los países con IGH más elevado sufrieron guerras o conflictos violentos que agravaron la pobreza y la inseguridad alimentaria, según el IFPRI.

Este informe coincide con el de la ONU al señalar el vínculo entre la crisis financiera y la inestabilidad alimentaria como un problema complejo.

El IFPRI también enfatizó en que combatir el hambre mundial es un paso crucial en el camino hacia la equidad de género.

La preocupación por la seguridad alimentaria es compartida no sólo por la ONU y las organizaciones no gubernamentales especializadas, sino también por instituciones caritativas como la Fundación Bill y Melinda Gates, que invierten miles de millones de dólares en proyectos de salud pública y desarrollo en algunos de los países más pobres.

"Melinda y yo creemos que ayudar a los pequeños agricultores más pobres para que produzcan mejores cosechas y logren acceder a los mercados es la herramienta más poderosa para reducir el hambre y la pobreza", dijo Bill Gates al anunciar un proyecto de 120 millones de dólares con ese objetivo.

"La próxima Revolución Verde debe ser más verde que la anterior", agregó el empresario. "Debe ser guiada por los pequeños agricultores y adaptada a las circunstancias locales, así como ser ambiental y económicamente sustentable." (FIN/2009)

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A seguir uma breve explicação da...

Nanotecnologia

Comentários de Paulo R. Martins.

A Nanotecnologia pode ser apresentada em duas formas. Na primeira delas, esta tecnologia se caracteriza através de dois aspectos principais. O primeiro deles se refere ao prefixo nano, que é indicador de medida. Um nano significa a bilionésima parte de um metro, ou seja, 10-9 metros. Portanto, nanotecnologia se refere somente à escala e não a objetos, como por exemplo a biotecnologia, onde o prefixo bios significa vida.

O segundo aspecto é que nanotecnologia se refere a uma série de técnicas utilizadas para manipular a matéria na escala de átomos e moléculas que para serem enxergadas requerem microscópios especiais (STM e SPM).

Para que os leitores possam exercitar as respectivas imaginações podemos indicar que um único fio de cabelo humano tem a dimensão de 80.000 nm (nanômetros) de espessura, enquanto que 1 nm contém 10 átomos de hidrogênio colocados lado a lado. A conhecidíssima molécula de DNA tem o tamanho de aproximadamente 2,5 nm de largura, enquanto que um glóbulo vermelho tem 5.000 nm de diâmetro.

A segunda forma de apresentarmos a nanotecnologia se refere a considerar primeiro a nanociência como o estudo dos princípios fundamentais de moléculas e estruturas com uma dimensão entre 1 a 100 nm (nanômetros). A nanotecnologia seria então a aplicação destas moléculas e nanoestruturas em dispositivos nanométricos.

As partículas nano embora sendo do mesmo elemento químico se comportam de forma distinta - em relação as partículas maiores - em termos de cores , propriedades termodinâmicas , condutividade elétrica, etc . Portanto, o tamanho da partícula é de suma importância porque muda a natureza das interações das forças entre as moléculas do material e assim, muda os impactos que estes processos ou produtos nanotecnológicos tem no meio ambiente, a saúde humana e a sociedade como um todo.

Mas como se criam as nanoestruturas com objetivos industriais? O leitor deve fixar a compreensão de que duas são as técnicas para se criarem nanoestruturas , com variados níveis de qualidade, velocidade e custos. Elas são conhecidas como "Botton-up" (baixo para cima) e "Top-down" (cima para baixo). É preciso realçar que nos anos recentes a tendência de convergência entre estas técnicas esta em curso.

No que toca a técnica "Botton-up" ela proporciona a construção de estruturas átomo por átomo ou molécula por molécula mediante três alternativas à saber:

a.- síntese química (chemical Synthesis) , em geral utilizada para produzir matérias primas, nas quais são utilizadas moléculas ou partículas nano;

b.. auto-organização ( self assembly). Nesta técnica, os átomos ou moléculas organizam-se de forma autônoma por meio de interações físicas ou químicas construindo assim nanoestruturas ordenadas. Diversos sais em formas de cristais são obtidos por esta técnica;

c.. organização determinada (positional assembly). Neste caso, átomos e moléculas são deliberadamente manipulados e colocados em determinada ordem, um por um.

Em relação a técnica "Top-down" (cima para baixo) esta tem por objetivo reproduzir algo, porém em menor escala que o original e com maior capacidade de processamento de informações, como em um chip por exemplo. Isto é feito mediante dois caminhos: engenharia de precisão ou litografia. A indústria de semicondutores realiza isto nos últimos 30 anos.

A idéia de que a matéria é composta por átomos já tem cerca de 2400 anos, quando o filósofo grego Demócrito defendia esta tese. Mas somente no final da década de 50 do século passado é que temos um fato que marca o inicio da Nanotecnologia em nossos tempos. O físico norte americano Richard Phillips Feynman (11/5/1918 -15/2/1988) faz uma conferência no dia 29 Dezembro de 1959 ,as 15h, em uma reunião da Sociedade Americana de Física realizada no Instituto de Tecnologia da Califórnia - Caltech- , denominada "There's Plenty of Room at the Bottom " (Há muito espaço lá em baixo) A primeira publicação desta conferência se deu em fevereiro de 1960 no Caltech's Engineering and Science , O texto completo encontra-se disponível neste site http://www.zyvex.com/nanotech/feynman.html .

Nesta palestra Feynman afirmava que "Os princípios da física não falam contra a possibilidade de se manipular as coisas átomo por átomo". Apontou também para o que seria, a seu ver, a principal barreira para a manipulação na escala nanométrica: a impossibilidade de vê-la.

A IBM , 23 anos após a palestra de Feynman , em 10 de Agosto de 1982, consegue a patente do denominado Microscópio de Varredura de Tunelamento Eletrônico (Scanning Tunneling Microscope - STM) que permite a visualização de imagens em tamanho nano. A partir deste microscópio outro foi desenvolvido, levando o nome de Microscópio de Microssondas Eletrônonicas de Varredura (Scanning Probe Microcospes - SPM), que permite visualizar e manipular átomos e moléculas

O termo Nanotecnologia foi primeiro utilizado pelo Prof. Norio Taneguchi, da Universidade de Ciência de Tókio. Ele usou este termo para descrever a fabricação precisa de novos materiais com tolerâncias nanométricas.

Nos anos 80 este termo adquire nova conotação devido à publicação do livro (1986) de K.Eric Dexler intitutado "Engines of Criation - The New Era of Nanotecnology". Em 1992, com a publicação da tese de doutorado deste mesmo autor, defendida no Massachusetts Institute of Technology - MIT - e cujo título é "Nanosystems: Molecular Machinery, Manufacturing and Computation" a nanotecnologia ganha novo impulso na comunidade científica.

A bibliografia em nanotecnologia já é bastante intensa e heterogênea. Para uma síntese do debate podemos utilizar o trabalho de Wood (2003, cap. 4) Em grandes blocos o debate pode ser referenciado em termos dos que acreditam ser a nanotecnologia portadora de radical descontinuidade, enquanto os opositores a esta idéia advogam que a nanotecnologia apresenta somente uma continuidade evolucionária de outras tecnologias. Entre estes dois extremos também temos vários autores.

Entre os defensores da radical descontinuidade podemos citar K.Eric Dexler, Jamie Dinkelacker, The Foresight Institute,Bill Joy, Glenn Harlan Reynolds, Damien Broderick, Mark Suchman. A este conjunto de autores poderíamos denominá-los de "nano-otimistas".

No campo oposto temos os evolucionaristas, cujos expoentes entre outros estão George Mwhitesides, Richard E. Smalley, Philip Ball, Denis laveridge, Gary Stix. Estes podem ser denominados de "nanopessimistas". Entre os dois grupos acima comentados estão às instituições promotoras da nanotecnologia e os comentadores da tecnologia.

As entidades promotoras encontram-se localizadas em diversos governos e em indústrias, como por exemplo, o Departamento de Comércio e Indústria da Inglaterra, Direção de Tecnologias Industriais da Comissão Européia, National Nanotechnology Initiative e National Science Foundation, ambos do governo Norte Americano.

Entre os comentadores de tecnologia podemos indicar o mais importante deles que é a ONG Canadense denominada ETCGroup. Debra R. Rolinson do laboratório de pesquisa naval/USA e Vick Colvin da Rice University/USA completam esta pequena lista de comentadores.

Deste rol de autores e instituições indicados vamos detalhar um pouco mais as contribuições do Prof. Mark Suchman e do ETCGroup. Estas idéias encontram-se expostas de maneira ampla em Martins (2005, p.255-263) e Grupo TEC (2005)

Para Mark. Suchman (2002,p.95-99) existem dois tipos de nanotecnologia. As que proporcionam descontinuidades tecnológicas discretas (nanates) e as que têm um caráter desrruptivo, revolucionário (nanites). No primeiro caso a sociedade tem experiência anterior em lidar com este desenvolvimento tecnológico. No segundo caso não existe experiência prévia por parte da sociedade.

Por nanates, o primeiro caso, devemos entender as tecnologias que manipulam estruturas em nanoescala de substâncias em macroescala. Ou dito de outra forma, substâncias em macroescalas que são manipuladas por tecnologias que interferem nas suas nanoestruturas. Então essas são as nanates e que segundo o referido autor estão referenciadas aos nanomateriais. Exemplos: polímeros resistentes usados em cintos de segurança, em pneus, membranas ultrafinas para filtros, e as nanates encontram-se ligadas às engenharias químicas e de materiais.

Por nanites devemos entender tecnologias que constróem mecanismo em nanoescala para serem usados em ambiente de macroescala. Nanites está referenciada à nanomáquinas. Exemplos de nanites: são sistemas de vigilância em miniatura, equipamentos para exploração de minas também em pequena dimensão. Nanites encontra-se ligado a engenharia mecânica e a robótica.

Segundo este autor, pode-se afirmar que de maneira geral as nanates não colocam desafios sem precedentes para a nossa sociedade. No particular poderá ocorrer que algum novo material possa colocar alguma mudança sem precedente. Como exemplo pode ser citado à possibilidade que algum novo material a ser utilizado em balas de revólveres, usados em pequenas armas e que seja capaz de penetrar, por exemplo, em um tanque de guerra, então ai seria realmente um material que teria grande impacto. Ou células fotovoltaicas que teriam que venha acabar com a necessidade de petróleo como fonte de energia. Nestes casos as mudanças seriam sem precedentes.

Agora vamos às implicações sociais da nanites. Segundo o Mark C. Suchman, nanites irá confrontar a sociedade com questões políticas profundas, sem precedentes. Ao permitir que os humanos manipulem o mundo numa dimensão sem precedente. As nanomáquinas abrem uma nova fronteira em que não há regulamentação para tornar segura e produtiva esta atividade. Nanites apresentam qualidades e propriedades distintas que irão gerar novas questões de responsabilidade e controle. Estas estarão ligadas a três itens. - O primeiro deles é a invisibilidade. Embora seja diretamente ligada à nanotecnologia, a invisibilidade estará ligada a primeira construção complexa e engenheirada de forma intencional, tornando-se, portanto um cúmplice dos propósitos humanos para uma série de atividades para as quais foram produzidas. - O segundo item é a locomoção. Embora seja menos inerente à nanotecnologia do que a invisibilidade, terá um efeito intenso nas questões das barreiras, a locomoção de partículas, já que as nanopartículas poderão ultrapassar cercas, muros, pele humana, células, etc.. - E a terceira coisa é a auto-replicação. Isto não é uma propriedade inerente a nanomáquinas. A criação de nanites auto-replicáveis será a prova mais difícil da revolução da nanotecnologia.

"A auto-replicação é importante do ponto de vista econômico para a produção em massa de nanomáquinas. Portanto, esta propriedade de se auto-replicar acaba por se tornar significativa. Por outro lado, são colocadas profundas dúvidas sobre a capacidade de previsão e controle por parte dos humanos sobre as nanomáquinas, que poderão se multiplicar sem controle, sem terem como serem desligadas. A invisibilidade, a locomoção e a auto-replicação poderão ser potencializadas se nanites possuírem a capacidade de operar de forma autônoma e se auto-modificarem"(Martins, 2005, p.259).

As controvérsias relativas à nanotecnologia podem ser captadas nos diversos trabalhos do ETCGroup, em especial no seu mais recente trabalho (2005)

"Nanotecnologia: Os Riscos da Tecnologia do Futuro", onde uma síntese dos diversos problemas são apresentados, a começar pelo impacto desta tecnologia nas economias dos países do hemisfério sul, na vida das pessoas, na segurança ,na saúde humana, no meio ambiente nos direitos humanos, nas políticas sociais, na agricultura, nos alimentos. Este trabalho apresenta quem tem o controle desta tecnologia e a quanto chega os investimentos nesta tecnologia (US$8,6 bilhões).

Em suas recomendações o ETCGROUP nos afirma que "Ao permitir que produtos da nanotecnologia cheguem ao mercado na ausência de debate público e sem regulamentação, os governos, o agronegócio e as instituições científicas já comprometeram o potencial das tecnologias em escala nanométrica de serem utilizadas de forma benéfica. O fato de não haver, atualmente, em qualquer parte do mundo, normas de regulamentação para avaliar novos produtos em escala nanométrica na cadeia alimentar representa uma inaceitável e culposa negligência. (....) Devem ser tomadas medidas para restaurar a confiança nos sistemas alimentares e para se ter certeza de que as tecnologias em escala nanométrica, se introduzidas, sejam feitas sobre rigorosos padrões de saúde e segurança." (Grupo ETC, 2005, P.157-158)

Referências Bibliográficas

Comissão Européia. Nanotecnologias. Inovações para o Mundo de amanhã. Direção Geral de Investigação, Bruxelas, 2004.

Grupo ETC. Nanotecnologia. Os riscos da tecnologia do futuro. L&PM Editores . Porto Alegre, 2005.

Martins, Paulo R. (coord) Nanotectnologia, Sociedade e Meio Ambiente I Seminário Internacional. Associação Editorial Humanitas, São Paulo, 2005.

Martins, Paulo R. (coord) Nanotecnologia, Sociedade e Meio Ambiente - II Seminario Internacional. São Paulo , Xama V.M. Editora, 2006

The Royal Society. Nanoscience and Nanotechnologies: opportunities and incertanties. The Royal Society Publications. London, 2004.

Suchman, M.C. Social Science and Nanotechnology. In Nanotechnology: Revolutionary Opportunities & Societal Implications. EC-NSF 3rd Join Workshop on Nanotechnology. Lecce, Italy, 31 January - 1 February, 2002.

Wood, Stephen et all. The Social and Economic challenges of Nanotechnology. ESRC, London , 2003.

http://alainet.org/active/11923=es


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