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terça-feira, 1 de setembro de 2009


Pacto Global

O Pacto Global é uma iniciativa que tem como propósito promover a incorporação de valores e princípios universalmente reconhecidos à visão estratégica e às práticas corporativas das empresas, e com isto promover uma maior Responsabilidade Social Corporativa (RSC). Sua adesão é um ato voluntário e sua implementação por parte das empresas é uma maneira, não a única, de impulsionar a RSC.

O Pacto Global não foi desenhado para ser um instrumento de regulação. Não é um código de conduta ou um instrumento legal. Tampouco deve ver-se como um substituto da normativa reguladora que tanto os países como as empresas tem o interesse de construir. Este simplesmente é um exercício aberto cuja intenção é identificar, disseminar e promover boas práticas baseadas em princípios universais promovidos pelas Nações Unidas.

O Pacto Global compreende dez destes princípios extraídos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, os Princípios Fundamentais da Organização Internacional do Trabalho e Princípios sobre Desenvolvimento e Ambiente da Cume do Rio e a Convenção Contra a Corrupção.

A OIT, o Escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (UNHCHR) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), igual que o PNUD são aliados estratégicos no Pacto Global e são os responsáveis de manejar seus aspectos normativos e operativos.

O Pacto Global não é um clube exclusivo; pelo contrário, é um foro que busca a ampla participação tanto das empresas como de outras organizações. Neste sentido, busca a convergência de todos os atores sociais relevantes: os governos, que como membros da ONU definem os princípios sobre os quais se baseia o Pacto; as empresas, cujo comportamento se busca modelar para implementação de boas práticas; os trabalhadores, em cujas mãos se desenvolvem o processo de produção globalizado; os organismos não-governamentais, quem representam a comunidade de acionistas ("stakeholders"); e as Nações Unidas como a primeira entidade política global.

Ao Pacto se podem aderir tanto empresas individuais, como organizações da sociedade civil, organizações laborais, instituições acadêmicas, associações empresariais e grêmios empresariais. Para todos os casos se aplicam os mesmos lineamentos e critérios estabelecidos de subscrição.

9 PRINCIPIOS DEL PACTO GLOBAL

Direitos Humanos.

1-

As empresas devem apoiar e respeitar a proteção dos direitos
humanos proclamados internacionalmente.

2-

Assegurar-se de não converter-se em cúmplices de abusos dos direitos
humanos.

Padrões Laborais.

3-

As empresas devem permitir a liberdade e o reconhecimento efetivo do
direito à negociação coletiva.

4-

A eliminação de todas as formas de trabalho forçado e obrigatório.

5-

A eliminação do trabalho infantil.

6-

A eliminação da discriminação no relacionado ao emprego e a
ocupação.

Meio Ambiente

7-

As empresas devem apoiar a abordagem preventiva dos desafios
ambientalistas.

8-

Levar a cabo iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental.

9-

Promover o desenvolvimento e difusão de tecnologias amigáveis ao meio
ambiente.


http://www.redpactoglobalpanama.org/html/index.php?id=43

Fonte:edpactoglobalpanama


A Organização Internacional para a Estandardização (ISO) lança uma guia para reduzir o impacto meio-ambiental

A Organização Internacional para a Estandardização (ISO) há publicado um guia para reduzir o impacto meio-ambiental dos produtos desde a redação das normas de produção dos mesmos, segundo informam através de sua página web.


A Guia 64:2008, para combater os problemas meio-ambientais desde a redação das normas dos produtos ("ISO Guide 64:2008, Guide for addressing environmental issues in product standards" - Guia para as questões meio-ambientais nas normas de produtos-) pretende ser uma ferramenta prática para os encarregados de redigir ditas normas, assim como uma contribuição ao comércio internacional sustentável.
Os principais objetivos da guia são destacar a relação entre as normas do produto e seu impacto meio-ambiental, e contribuir ao desenvolvimento e revisão das normas do produto para reduzir impactos meio-ambientais adversos durante todo o ciclo de vida do mesmo.
Não é necessário que os redatores destas normas sejam expertos meio-ambientais, mas a guia lhes anima a que identifiquem e entendam os aspectos e impactos meio-ambientais básicos relativos aos produtos que estejam avaliando, e determinem quando é possível ou não administrar um problema meio-ambiental mediante uma norma de fabricação. Sem embargo, a identificação destes aspectos e a predição de seu impacto é um processo complexo; por isto, a guia recomenda garantir que se leva a cabo, tão pronto como seja possível, uma avaliação de como afetam os produtos ao meio ambiente nas diferentes etapas de seu ciclo de vida Para facilitar esta tarefa, a publicação inclui listas de verificação, para que os desenvolvedores de normas possam comprovar os impactos no meio-ambiente de cada fase, desde a extração dos recursos precisos para a fabricação ao reciclado.

Fonte: Servimedia


http://www.cronista.com/_modulos/notas/_imgs/elcronista/spacer.gif

Pegadas de Carbono e Food Miles,

O debate enfrenta o ambiental e o social. Conhecer o impacto ambiental que gera cada produto é a nova preocupação de muitos consumidores. Por isso a traçabilidade das emissões de C02 se está voltando um requisito chave em muitos mercados de exportação como o europeu, sobre tudo no ramo alimentar. Perderá competitividade os países em vias de desenvolvimento, cujos produtos devem percorrer milhares de kilometros para chegar às prateleiras?

O aquecimento global se tem convertido nos últimos tempos numas das preocupações mais crescentes de cidadãos do mundo tudo, superando inclusive à inquietude que produz a crise financeira internacional. E neste contexto são cada vez mais os consumidores que querem quantificar qual é seu próprio aporte ao crescente nível de emissões de dióxido de carbono (CO2), que integra os temidos gases de efeito estufa. Para lograr-lo já podem fazer uso duma nova ferramenta, a pegada de carbono ou carbon footprint, que permite medir o nível de CO2 associado às emissões geradas por um produto específico, desde sua manufatura até seu desembarco nas prateleiras.

Esta medida, plasmada em gramas de dióxido de carbono, tem começado verse nas etiquetas de alguns produtos europeus, especialmente os alimentícios. E não são poucos os que prognosticam que se converterão num fator mais de decisão de compra, tal como hoje sucede com o preço. Na Inglaterra, por exemplo, a cadeia de supermercados Tesco já incluiu esta etiqueta verde nas caixas de leite de marca própria e promete ter esta informação disponível para 500 produtos mais até fim de ano. Esta ação não foi casual. Uma pesquisa desta mesma cadeia revelou que duas terceiras partes dos consumidores britânicos já têm em conta a pegada de carbono para tomar decisões de compra.

Sem embargo, o avanço desta onda verde encerra não poucos riscos, já que o produto que tem percorrido um longo caminho para chegar às prateleiras tem muito para perder em favor dos consumidores verdes. Um dos ramos mais observados é justamente o da alimentação, no qual o caminho percorrido pelos produtos até terminar na mesa do consumidor já se conhece com o nome de Food Miles (milhas de alimentos). De fato, os 57% dos consumidores britânicos, que são quem marcam o caminho em tendências ambientais, prefere comprar alimentos locais para reduzir este sinal de carbono, deixadas pelo transporte.

E aí surgem as decisões difíceis: Poderão ficar relegados produtos que vêm de países em vias de desenvolvimento porque seu impacto ambiental é maior? Privilegiar-se-á o ambiental por sobre o social? Os primeiros casos que ilustram estes dilemas não tardaram em aparecer. Faz mais de um ano, a BBC realizou uma reportagem questionando a compra de cerejas provenientes do Chile, que trazem aparelhado um percurso de nada menos que 11.000 quilômetros de distância. E esta preocupação também começou a refletir-se no acionar de grandes cadeias européias como Sainsbury, Tesco ou a francesa Casino que começaram a alertar a seus fornecedores estrangeiros, especialmente aos mais remotos como os chilenos, sobre as crescentes preocupações ambientais de seus consumidores. Junto a esta luz vermelha começaram também a pedir-lhes informação concreta sobre suas pegadas de carbono, o que poderia ameaçar num prazo não tão longe a existência de alguns mercados de exportação de fruta ou a perda de competitividade de países como Chile ou Argentina, mais que quilômetros percorridos

Claro que por ter a mesma origem não todos os produtos são iguais. Aqueles que viajam em avião, como as cerejas chilenas, por exemplo, têm um maior impacto ambiental no rubro transporte, em tanto que outros como as maçãs, que se trasladam em barco, tem uma pegada de carbono menor nesse aspecto. Porém considerar só as food miles, sem ter em conta o total das emissões de dióxido de carbono vinculadas a um produto (o que inclui não só o transporte, senão todo o ciclo de vida desde sua gênese até sua deposição final) é uma proposta reducionista. Se só se consideraram as emissões do transporte, muitos dos países em vias de desenvolvimento ficaariam diretamente fora de mercados como o europeu ou o americano.

O que acontece é que na defesa do meio ambiente também se costumam colar outras preocupações igualmente válidas, especialmente em épocas de crise, como preservação dos postos de trabalho locais, que podem verse ameaçados pelo ingresso de produtos estrangeiros. Sem embargo, ambientalmente falando, o uso mais intensivo de energia no ramo alimentício costuma estar vinculado à etapa de produção (como por exemplo, a energia necessária para o maquinário o para garantir a irrigação) e não tanto ao transporte. De fato, já há estudos que provam que resfriar, por exemplo, uma fruta local para que esteja disponível todo o ano, tem um impacto ambiental similar ao de trazer a mesma fruta dum lugar remoto. Outro estudo feito na Colômbia, por sua parte, aporta novos argumentos nesta linha. Prova-se que a pegada de carbono das flores colombianas postas na Europa é menor que as produzidas nesse continente, apesar das longas distâncias percorridas em avião. A que se deve o fenômeno? A que na Colômbia contam com muitos mais dias de sol, o que faz desnecessárias as estufas e o alto grau de calefação que se necessita para cultivar as flores na Europa. O resultado? Um balanço de emissões mais favorável.

Claro que tampouco há que esquecer que é na etapa de produção quando muitos produtos provenientes da América latina também correm em desvantagem. Isto se deve à alta dependência de uma matriz energética baseada no petróleo, que tem um impacto ambiental muito maior, se o compara com o de outras economias que incluem uma maior participação de energias alternativas.

Ante este cenário duplamente desfavorável, países como Chile já puseram mãos à obra, ante a perspectiva de que suas exportações perdam competitividade pela inclusão destes critérios ambientais. O Ministério da Agricultura chileno, por exemplo, anunciou que já trabalha na elaboração da pegada de carbono de seus principais produtos agropecuários de exportação, como frutas, vinhos e queijos. Talvez seja um bom momento para que Argentina e Brasil comecem a pensar também nessas questões, se quer estar preparada para os próximos desafios.

É que já não se trata de medidas proativas, em vista do crescente interesse dos consumidores. Alguns países como França já aprovaram normativas concretas sobre a pegada de carbono e se espera que outras economias chave sigam este exemplo. Pelo pronto, a partir dos 2011 começará a vigorar na França a Lei Grenelle 2, que regulará a pegada de carbono nas importações de alimentos e seus derivados, obrigando aos exportadores a informar sobre as emissões de gás de efeito estufa (GEI) que gerou sua elaboração e transporte.

Estefanía Gigant

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